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Uma obra erguida pela população

Uma obra erguida pela população

Ministro da Segurança Social deixou cheque para Centro de Dia de Asseiceira e elogiou envolvimento da população

O ministro da Segurança Social visitou na sexta-feira o centro de dia do Centro Social e Paroquial de Asseiceira. Uma obra feita com o dinheiro das gentes da terra.

Edição de 19.01.2005 | Sociedade
O ministro da Segurança Social, Fernando Negrão, foi sexta-feira à freguesia de Asseiceira, Tomar, entregar 200 mil euros para a conclusão do centro de dia do centro social e paroquial da freguesia. Um valor que, como disse o padre Frutuoso Matias, representa “a cereja” em cima de um bolo “confeccionado” pela população.Em pouco mais de dois anos as gentes da terra conseguiram juntar 416 mil euros para se poder iniciar a construção do centro de dia, que funcionará também como sede do centro social e paroquial da freguesia.As obras iniciaram-se em Janeiro de 2003 mas muito antes a população envolveu-se no projecto. Criaram-se comissões, grupos de pessoas que em toda a freguesia têm a incumbência de mensalmente fazer uma ronda pelas localidades, na angariação de verbas.São peditórios mensais a que os habitantes já estão acostumados. “Muitos já contam com o dinheiro para a obra como se fosse o de uma qualquer prestação mensal que tivessem de pagar”, referiu ao nosso jornal um dos habitantes de Linhaceira, aldeia da freguesia onde está localizada a obra.Não é fácil numa freguesia de três mil habitantes e nos tempos de crise que correm, juntar-se tanto dinheiro. Mas, como salientou Miguel Garcia Lopes, membro da direcção do centro social e paroquial, quando as gentes de Asseiceira querem uma coisa fazem tudo para a conseguir.E, neste caso, fizeram-se quatro ou cinco congressos de sopas, réplicas do que anualmente se realiza na sede de concelho, peditórios, festas, bailes e outras iniciativas. O próprio terreno onde está hoje implementada a obra foi doado pela Associação Recreativa e Cultural de Asseiceira, uma oferta ainda mais generosa tendo em conta que ela própria não tem sequer uma sede.Não fosse a população e o edifício não estaria hoje em fase de conclusão, esperando-se a sua abertura para Maio. Contra os mais de 450 mil euros de uma população anónima (contando com a oferta de 30 mil euros de um só contribuinte), a Câmara Municipal de Tomar “doou” 50 mil euros em forma de subsídio.Sem verbas disponíveis no Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), a direcção do Centro Social e Paroquial de Asseiceira ficou à espera de subsídios eventuais por parte da Segurança Social, o primeiro dos quais – 80 mil euros – chegou em Setembro de 2003. O segundo e último, de 200 mil euros, foi dado na última sexta-feira e, como disse o padre Frutuoso Matias, é a tal cereja que faltava.“O bolo está feito, a acabar de aquecer e só precisa da cereja que o senhor ministro trouxe para ficar ainda mais bonito”, referiu o pároco que, como disse no início da visita, não fez um discurso alongado nem foi “choramingas”.Mas que alargou o sorriso quando o presidente da Câmara de Tomar confessou não imaginar que a obra se pudesse ter feito em tão pouco tempo, salientando, à semelhança aliás do que anteriormente tinha dito Fernando Negrão, que o apoio da população dado ao projecto “é um caso raro e excepcional”.Pena é que a gente da terra não tivesse marcado presença na visita à obra feita, para ouvir os elogios à sua perseverança e tenacidade.Margarida Cabeleira
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