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Vigilância e limpeza merecem chumbar

Vigilância e limpeza merecem chumbar

Pais de alunos da escola provisória das Fontainhas reclamam e querem mudanças

A escola primária das Fontainhas encontra-se em obras de remodelação. Os alunos estão a ter aulas desde Setembro nas instalações da colectividade local. Os pais queixam-se das condições do espaço e da falta de vigilância.

Edição de 19.01.2005 | Sociedade
Os alunos da escola do primeiro ciclo das Fontainhas, em Santarém, estão a ter aulas numa sala improvisada nas instalações da colectividade local que não reúne as condições necessárias, afirmaram ao nosso jornal alguns pais. Limpeza deficiente, vigilância escassa e espaço exíguo, são algumas das críticas ouvidas pelo nosso jornal.A alternativa transitória vai durar enquanto decorrerem as obras de remodelação da escola das Fontainhas, iniciadas em Setembro do ano passado e que devem durar até Março. A sala não é mais que um espaço delimitado por uma divisória, em que foram colocados dois quadros, mesas e carteiras para as duas turmas de segundo e quarto anos. No chão, foi colocada uma alcatifa para amenizar o frio. Em cima do palco cinco aquecedores proporcionam o calor possível.Se as condições físicas não são as ideais, em termos de recursos humanos também não há motivos para grandes sorrisos. Desde Dezembro de 2004 que a funcionária auxiliar colocada pelo Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano acabou contrato, não tendo sido substituída. De momento existe apenas uma funcionária, que assiste uma criança com necessidades especiais entre as 07h30 e as 11 horas.Desde as 11h00 até às 18h15, no final das aulas, são os professores os únicos a vigiar os alunos, mesmo no recreio. Um espaço amplo e sem limites, com campo de futebol e muito arvoredo.Os pais dos alunos criticam também a falta de limpeza da sala de aula, onde o pó e terra se acumulam. E sugerem que, face à demora de remodelação da escola das Fontainhas, se minorem os prejuízos contratando uma funcionária para fazer a vigilância das crianças e assegurar melhor limpeza do local. Ou, como pretendem, que se encontre um local mais adequado, “como uma sala do Centro de Área Educativa (CAE)”.O MIRANTE contactou a vice-presidente do Agrupamento Alexandre Herculano, onde se integra a escola das Fontainhas, que explicou que a Direcção Regional de Educação estabelece um rácio de um auxiliar de educação por cada três salas de aula. Com 29 alunos distribuídos por duas turmas, a Escola das Fontaínhas não tem esse “direito”.No que respeita à assalariada que exercia no estabelecimento, acabou contrato a 22 de Dezembro e o novo pedido feito à DREL foi aceite a 7 de Janeiro de 2005, mas entretanto recusado pelo Centro de Emprego. “Por esse motivo já pedimos à DREL para disponibilizar uma funcionária durante 3 horas e meia, o máximo permitido”, referiu Maria dos Anjos.Segundo apurámos junto do Centro de Emprego de Santarém, o indeferimento deve-se ao facto de se tratar de um pedido de trabalhadores ocupacionais, em que as entidades requerentes apenas ficam responsáveis pelo pagamento de subsídio de refeição. Sendo a política da instituição colocar pessoas no mercado de trabalho e não enveredar por situações de “precaridade e defraudamento de expectativas”.Da Câmara de Santarém, o vereador Joaquim Neto, refere que à autarquia não cabe contratar a funcionária mas que, no capítulo da limpeza, já solicitou aos serviços a compra de um aspirador e do reforço de aquecedores para a sala de aula. Adiantou ainda que as obras da escola das Fontainhas decorrem apenas com um ligeiro atraso, estando prevista a conclusão para Março.Quanto a uma possível mudança do local para o CAE, Joaquim Neto, diz que, no momento, não se coloca essa situação.
Vigilância e limpeza merecem chumbar

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