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Sérgio Coutinho

“O estado do país não é o melhor para irmos a eleições e perdermos dois meses”

21 anos, manobrador de máquinas industriais,Mosteiros (Alcanede-Santarém)

Edição de 26.01.2005 | Agora falo eu
Contribuiu com algum donativo para as vítimas da tragédia na Ásia?Não é que não me tivesse lembrado várias vezes mas tem passado sempre a oportunidade. Mas ainda vou contribuir. No W-Shopping, em Santarém, está uma tômbola para depositar donativos e ainda o vou fazer.A queda do Governo e as eleições vieram no melhor momento para o país?A política não me diz muito e os políticos passam-me um bocado ao lado. Mas acho que se por um lado o estado do país não é o melhor para irmos a eleições e perdermos dois meses em campanha eleitoral, por outro, a descoordenação do Governo de Santana Lopes não deixou ao presidente Jorge Sampaio outra alternativa que não a convocação de eleições antecipadas. Cumpriu o dever dele, ao contrário de Santana Lopes que nos meses em que lá esteve não fez nada verdadeiramente importante.Há retoma ou não há retoma?Ainda não se nota muito a retoma e estou em crer que só lá para o final do ano é que as coisas vão melhorar. Mas a situação também não está assim tão má como dizem. Os hipermercados estão sempre cheios e as pessoas compram muita coisa que não se pode dizer que seja de primeira necessidade. Costuma aproveitar os saldos?Reconheço que devia dar mais valor a esta época, onde se conseguem comprar produtos por metade do preço ou até mais. Mas normalmente os saldos passam e eu quase nem dou por isso.Receia que esta seca de Inverno possa trazer consequências no Verão?Se o tempo continuar assim sem chuva, quando chegarmos à época quente as coisas vão complicar-se de certeza, sobretudo para a agricultura. Para o meu ramo, que trabalho na extracção de pedra, está a ser benéfico porque trabalhamos a céu aberto e não precisamos de água. Que expectativas tem para 2005?A nível do país, gostaria muito que a taxa de desemprego descesse muito. Os números que temos lido e ouvido são alarmantes porque todos os dias há empresas a fechar e empregados despedidos ou com ordenados em atraso.E o que mais o marcou em 2004?Houve algumas coisas mas destaco o Euro 2004. Foi um marco importante para o país e um factor benéfico para a economia. Só foi pena não termos ganho na final. Mas deu para as pessoas se animarem. Eu próprio fui para a rua e andei nas caravanas a comemorar.Quando vê uma injustiça engole em seco ou reclama?Sou um bocado distraído e às vezes nem dou pelas coisas. Agora quando me apercebo das injustiças e acho que estou no meu direito, reclamo até ao fim. Às vezes fala-se muito do mau atendimento nos serviços públicos mas não é só aí que há injustiças.Porque se morre tanto nas estradas portuguesas?Tem a ver com vários factores. Em primeiro lugar há estradas mal construídas e que deveriam ser melhoradas em alguns pontos mais perigosos. Depois há a questão dos condutores que exageram nas velocidades e abusam do álcool. Isto sem esquecer o uso dos telemóveis. As pessoas não se apercebem mas distraem-se bastante a falar. Acho que todos os condutores deviam ter auriculares ou kits mãos livres.O Ribatejo é uma região segura para se viver?Depende. Por exemplo no centro das cidades, como Santarém, sinto-me seguro porque há sempre pessoas e movimento. Nos chamados subúrbios já não é bem assim e já não me sinto tão seguro. Mas, felizmente, estamos ainda longe de situações como as que se passam na zona de Lisboa.Já se tornou adepto do Euromilhões?Jogo desde a primeira semana mas ainda não tive grande sorte. O valor mais alto que me saiu foi 21 euros e fazendo as contas aos prémios que já recebi devo ter ganho uns dez por cento do que gastei. Mas vou continuar a jogar. Nunca se sabe quando é que a sorte nos bate à porta.

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