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Nunca mais começa a festa!

O MIRANTE foi a Amiais de Baixo sentir o pulso às festas em honra do mártir S. Sebastião. E não foi surpresa constatar como as suas gentes estão ansiosas pelo começo da festa. Miúdos e graúdos sabem o programa ao pormenor e não esquecem a tradição.

Edição de 26.01.2005 | Cultura e Lazer
Elisabete Dâmaso, 35 anos, empregada de balcão, Amiais de BaixoSaudades de Amália, Elba e FáfáElisabete Dâmaso está ansiosa e não vai perder o concerto de Tony Carreira, músico de quem é adepta e que encerra as festas de Amiais de Baixo. “Fico muito satisfeita mas só é pena não vir no sábado, porque quem é de fora tem trabalho no dia seguinte”, manifesta.Do cartaz de concertos destaca ainda a actuação de João Pedro Pais e do quarteto que se vai reunir para subir ao palco no dia seguinte. Cantores que a satisfazem apesar de já irem bem longe os grandes espectáculos das festas. “Já cá passou a Amália, Elba Ramalho, Fáfá, Joana, etc...”, recorda Música à parte, a festa também é bonita e Elisabete Dâmaso gosta de participar na procissão com archotes, que ilumina a noite de sábado, e onde vai com o filho, “Anjinho” pela terceira vez segue, vestido a rigor, entre os festeiros maiores.“Gosto também muito do desfile da banda e da entrega da bandeira da actual comissão àquela que fica responsável pela festa de 2006 e ao novo juiz”, explica, mostrando saber todos os pormenores. Para si, o regresso de muitos emigrantes e pessoas que vivem fora é bem exemplo da importância das festas para as pessoas de Amiais de Baixo.Tiago Varanda, 15 anos, estudante, Amiais de BaixoUma picaria e caras novas Este ano, as festas de Amiais de Baixo têm cinco dias e durante todo esse tempo Tiago Varanda vai estar constantemente com os amigos. “Temos a discoteca até mais tarde, bebemos uns copos com os colegas e há sempre que fazer”, assegura. O programa musical agrada. Já viu João Pedro Pais em Alcanena e gostou, além de também “aprovar” as músicas de Tony Carreira. Cantorias à parte, também costuma seguir com as procissões, atrás da bandeira, mas confessa que, muitas vezes, “é mais na tonteira”.Tiago Varanda aprecia ainda o fogo de artifício que considera espectacular e que atrai muita gente a Amiais. Aliás, para mudar, queria só que viessem mais raparigas, porque já conhece bem as que costumam aparecer pela festa. “E também trazia uma picaria para animar, mesmo que não faça parte da tradição”, sugere. Vítor Mineiro, 33 anos, desempregado, Amiais de BaixoMais animação no centro da vilaNão é “festeiro” mas gosta de comparecer em todos os eventos das festas de Amiais, que dizem muito a quem é da terra. Vítor Mineiro conhece o programa das festas e elege João Pedro Pais e Tony Carreira como os principais protagonistas dos concertos. “Este ano não dá para assistir a todos os espectáculos porque tenho um filho pequeno mas, se calhar, vou ao do João Pedro Pais”, alvitra.Mas não é só a música que vale nas festas. Vítor Mineiro gosta também do ambiente e do convívio, das procissões, especialmente a de sábado, com os archotes acesos até ao cemitério, seguida do fogo de artifício. “É muito bonito, talvez mesmo o melhor do Ribatejo”. Tal como fizeram com a introdução de tasquinhas há alguns anos, Vítor Mineiro destaca a realização dos espectáculos numa fábrica desactivada, mais próxima do centro da vila, em vez de serem no pavilhão gimnodesportivo. “Isso desertificava um pouco a povoação a partir de certa hora e muitos idosos também ficavam de fora. De resto, a comissão gere o que ganha e não tem ajudas da câmara e do Estado”, salienta.Marta Louriceira, 33 anos, comerciante, Amiais de BaixoFesta boa de todas as maneirasSe pudesse, Marta Louriceira levava Robbie Williams às festas de Amiais. Mas, como não pode ser, já fica bastante contente de poder ver artistas como João Pedro Pais e Tony Carreira. Como é hábito, não costuma perder pitada. “Assisto a todos os concertos. Esta festa acontece uma vez por ano e temos que aproveitar”. Para ela, o melhor dia é o sábado, especialmente a noite com a procissão, seguida de um imponente fogo de artifício. Este ano, vai seguir no cortejo religioso com a sua “anjinha” de 19 meses. Marta Louriceira não aponta falhas à festa. Diz que a tradição está bem como é e deve-se manter a estrutura da festa, apenas alternando os artistas. Uma festa que também é boa para os negócios. A loja que possui no centro da vila fica aberta durante dois dias a aproveitar a multidão que acorre a Amiais. “Esta época compensa muito, mesmo a terça-feira, já a pensar nos objectos de Carnaval”, garante.Frederico Pereira, 16 anos, estudante, Amiais de BaixoTrazer novas bandasFrederico Pereira não tem dúvidas em afirmar que Amiais de Baixo tem a melhor festa da região, mas ainda a melhorava mais. “Para a terra que é o programa não está nada mal, mas podia-se ter escolhido um artista mais conhecido. Por exemplo, os GNR e bandas com música dirigidas à malta nova”, exemplifica.Nos dias de festa passa todo o tempo com os amigos. “Há sempre alguma coisa para fazer por toda a vila”. Frederico Pereira frequenta uma escola de Mouriscas, Abrantes, e vai contar com a companhia de vários colegas durante todos os dias de festa.Além da música e outras diversões, dá particular destaque à procissão dos archotes, que considera o momento mais bonito da festa de Amiais. Márcia Quaresma, 17 anos, estudante, Amiais de BaixoAssistir a todos os concertosÉ pelos concertos e pela discoteca que Márcia Quaresma mais espera a poucas horas de começarem as festas de Amiais de Baixo. Nesse capítulo, sabe que pode assistir à actuação de João Pedro Pais no sábado, a vários artistas de música portuguesa no domingo, e a Tony Carreira, no último dia das festas, segunda-feira. “Se calhar o mais engraçado”, acrescenta. De resto, o programa das festividades em honra do mártir S. Sebastião mantém a tradição. Daí, destaca a chegada da banda, que tem sido a mesma desde há muitos anos a actuar em Amiais durante os dias de festejo. Na noite de sábado, não esquece ainda a procissão com archotes e o fogo de artifício. “Domingo e segunda-feira é altura da procissão com os santos, o que também é engraçado, mas a parte religiosa não me diz tanto”. Arménio Florentino, 45 anos, empregado serração, Amiais de BaixoConcertos à borlaJá fez parte da comissão de festas há muitos anos e, nessa altura, nunca parava em casa. Como é da tradição, entrava de porta em porta para beber e petiscar. O que a saúde já não deixa fazer tanto.Para Arménio Florentino, a festa é um momento único no ano para os habitantes de Amiais de Baixo e as pessoas ficam ansiosas quando aqueles dias se aproximam. Dos cinco dias de diversão, destaca a procissão dos archotes e o fogo de artifício do sábado, dois ex-libris de Amiais.E deixa uma sugestão para as noites de concertos. “O ano passado deixaram de cobrar entradas para os espectáculos e este ano vai-se voltar a pagar para ver os concertos. À borla seria melhor. Mas quem está na comissão é que tem de decidir”, comenta.Ramiro Reis, 44 anos, industrial, Amiais de BaixoBoa pinga e bons petiscosÉ reunido com um grupo de amigos a beber boa pinga e comer petiscos que Ramiro Reis costuma passar as festas de Amiais de Baixo. Mas este ano abriu um bar na terra e é aí que vai fazer grande parte dos cinco dias.Já conhece o programa por alto e salienta o fogo de artifício de sábado à noite, que considera marcante. No capítulo musical, “o Tony Carreira também promete fazer um bom espectáculo e o mesmo deve acontecer com o João Pedro Pais”, opina.Ramiro Reis já foi festeiro há dois anos mas continua a participar na festa e a ajudar no que pode. Em seu entender, está-se a fazer um bom trabalho este ano. “Começam as festas no sábado, temos mais um dia, há arcos e bandeiras a enfeitar que se estenderam a mais ruas. Este ano é do melhor”, garante.

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