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Eduardo Chambel, 33 anos, Riachense

CROMOS DA BOLA

Chambel é um dos mais carismáticos jogadores da região. Começou no Ferroviários do Entroncamento onde subiu como jogador, atingindo uma bitola que o levou a passar pela Ovarense e Boavista. Mas depois acabou por optar pelo regresso à sua região, primeiro ainda por empréstimo do Boavista, mas depois por opção de vida. A escolha recaiu sempre no Riachense, onde tem feito uma carreira de muito boa qualidade.

Edição de 26.01.2005 | Desporto
Se marcasse um golo com a mão, era capaz de confessar ao árbitro?Era capaz de lhe dizer, mas só depois de ele ter validado o golo e não poder volta atrás. Contudo essa foi uma situação que nunca se colocou. Pelo contrário já me aconteceu marcar um golo de forma legal e o árbitro invalidá-lo dizendo que eu o tinha feito com a mão.Tem alguma coreografia para comemorar os golos que marca?Não. A comemoração depende sempre do estado de espírito, e também da altura em que estivermos no jogo. Por hábito levanto a mão e comemoro de dedo espetado, mas se o golo for obtido nos últimos momentos do jogo e servir para vencer, é muito mais festejado.Tem na memória algum golo especial?Sim. Foi o golo de grande penalidade que marquei em Coruche e deu a vitória e a primeira subida do Riachense à terceira divisão nacional.Já lhe aconteceu distrair-se a olhar para uma miúda gira na bancada?Para uma miúda não. Às vezes no aquecimento há alguma brincadeira com um ou outro companheiro, mas durante o jogo a concentração é total e não dá para isso.É conhecido por alguma alcunha?Sim, tenho algumas alcunhas entre os colegas. Mas a que é mais engraçada é a de “bago-de-milho”. É uma brincadeira dos amigos, que dizem que eu tenho uma grande pancada devido a ter um cérebro que parece um bago de milho.Costuma brincar com os companheiros?Bastante. Neste momento sou o mais velho na idade e no tempo de jogador da equipa e isso ajuda-me a brincar muito com os meus companheiros. Levo muito as coisas para a brincadeira, também para descontrair qualquer tensão.Ainda se joga com amor à camisola?Sim. Quem não tiver um bocado de amor à camisola não aguenta treinar e jogar com compensações tão baixas. Os ordenados a este nível não são tão altos que os jogadores joguem só pelo que ganham. São mais um prémio à nossa dedicação do que um ordenado.Custa muito deixar de fazer outras coisas para jogar ao domingo?Não custa. Nunca senti necessidade de sair ou me distrair com outras coisas que não o futebol. Levo isto muito a sério e gosto muito de jogar. Fico mais aborrecido quando estou lesionado e não posso jogar.

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