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Nersant quer criar marca Ribatejo

Anúncio feito na apresentação de projecto transnacional

A criação de uma marca “Ribatejo” foi assumida como prioridade pelo presidente da Nersant, durante a apresentação de um projecto apresentado na terça-feira em Torres Novas que agrega a associação empresarial do distrito e entidades italianas e francesas.

Edição de 26.01.2005 | Economia
A Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) está empenhada na criação de uma marca que seja factor de identidade e de desenvolvimento regional, disse terça-feira o seu presidente, na apresentação de um projecto que envolve três regiões europeias.José Eduardo Carvalho, presidente da direcção da Nersant, apresentou, em Torres Novas, o projecto EDDT- Reforçar o Desenvolvimento Económico, que envolve as regiões do Vale do Tejo (Portugal, através da Nersant, que lidera), da Toscana Sul (Itália) e da Haute Provence (França), no âmbito do programa comunitário Interreg IIIC.Uma das vertentes do projecto, que a Nersant se propõe assumir, é essencialmente de marketing, no pressuposto de que se não for criada uma marca, eventualmente Ribatejo, o distrito “corre o risco de perder a pouca identificação territorial” que ainda lhe resta e de ficar dividido, disse.O projecto, que vai criar três fundos num total de cinco milhões de euros para as três regiões (cerca de dois milhões de euros para o Vale do Tejo), visa essencialmente potenciar a cooperação, tendo sido definidas, em conjunto, três áreas de actuação: o fomento da cooperação empresarial e marketing territorial, apoio à criação de micro-empresas e fomento da relação empresas/escolas.Com início em Abril de 2004, o projecto vai desenvolver-se até Março de 2007, podendo as empresas juntar-se - não são aceites candidaturas individuais - e candidatar-se, até ao final deste ano, preferencialmente com projectos em duas áreas: a dos móveis, aproveitando o cluster que surgiu em Vilar dos Prazeres (Ourém); e a do turismo rural, sendo intenção criar uma rede regional, que facilite a organização e a promoção.As candidaturas têm sempre de envolver pelo menos duas entidades de pelo menos duas regiões parceiras.No caso dos móveis, o projecto vai beneficiar da cooperação italiana, através do apoio de designers, enquanto no turismo rural, as empresas que se decidirem associar poderão beneficiar das experiências em curso tanto na Toscana Sul, sobretudo na região de Siena, como na Haute Provence.Na apresentação feita a um conjunto de empresários do distrito, um representante da Haute Provence, Gilles Vialard, falou da estratégia que tem vindo a ser desenvolvida nesta região francesa, que já se conseguiu impor internacionalmente como uma marca partindo da temática “sabores e sentidos”, que aproveitou os saberes locais, aliando a agricultura à indústria, para produzir tanto bens alimentares (chocolates, biscoitos, mel, licores) como de higiene e cosmética (de sabonetes a perfumes).Daniele Cappellini, da Agência de Desenvolvimento e Formação da Toscana Sul, falou de Siena como um “raro exemplo de zona rural com um modelo de desenvolvimento muito eficaz”, que abarca áreas que vão do agro-alimentar, ao móvel e ao turismo.O financiamento disponível destina-se essencialmente a custos com pessoal, administrativos, consultoria, deslocações e alojamentos, organização de reuniões, eventos promocionais, só abrangendo investimentos em casos muito excepcionais, essenciais para a execução dos projectos, sublinhou um dos técnicos que, na Nersant, coordena o projecto, Pedro Felix.José Eduardo Carvalho pediu especial atenção às escolas da região para aderirem à parte do projecto que se destina a fomentar o empreendedorismo e que prevê apoios a grupos de três ou quatro alunos, do ensino superior, que desenvolvam um projecto de criação de empresa ou a alunos dos ensinos secundário ou profissional que, durante nove meses, criem e desenvolvam uma empresa virtual.O presidente da Nersant e vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP) lamentou que, ao contrário do que acontece com outros países europeus, que através das regiões conseguem apoiar o investimento, o distrito de Santarém esteja a ser seriamente penalizado com o facto de estar ligado à Área Metropolitana de Lisboa, cujos índices de desenvolvimento levaram a que a região fosse retirada do grupo das mais carenciadas, vedando o acesso a fundos comunitários.José Eduardo Carvalho inseriu o projecto apresentado em mais uma das iniciativas que a Nersant tem vindo a desenvolver para tentar contrariar o momento de “grande contracção de investimento privado” que o distrito está a viver.O MIRANTE/Lusa

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