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Comunistas querem concorrência a prestar contas

Comunistas querem concorrência a prestar contas

Luísa Mesquita faz balanço da legislatura e pede mais votos na CDU

A única deputada da CDU eleita por Santarém deu conta do trabalho feito e desafia a concorrência a fazer o mesmo, para que os eleitores possam comparar o desempenho de cada um.

Edição de 26.01.2005 | Política
Com as baterias apontadas para a campanha eleitoral das próximas eleições legislativas, a deputada e candidata da CDU pelo distrito de Santarém, Luísa Mesquita, prestou contas da legislatura prestes a findar. Em menos de três anos a parlamentar apresentou 312 requerimentos na Assembleia da República. A candidata não se ficou pelos números dizendo que muitas das coisas feitas no distrito têm o seu carimbo e desafiou os deputados dos outros partidos a dizerem o que fizeram por Santarém.Luísa Mesquita sublinhou que teve conhecimento de muitas situações, que levou à discussão no Parlamento, por pessoas anónimas e associações, encorajou as pessoas a fazer a comparação entre o trabalho feito pela CDU (coligação entre o PCP e Os Verdes) e o do PSD, CDS/PP e PS. “Obriguem-nos a prestar contas. A dizerem o que é que fizeram”, incentivou a deputada na conferência de imprensa de quinta-feira, na qual deu conta do seu trabalho. Chamando a atenção para o facto de os quatro deputados do PSD e o do CDS/PP “não terem apresentado uma única proposta para o distrito, chumbando todas as nossas”, Mesquita destacou a sua acção em áreas como a educação ou as acessibilidades. Dos requerimentos que apresentou houve alguns que tiveram um sabor especial porque ajudaram a resolver problemas complicados ou com muitos anos. Como o de uma professora de Santarém que estava emaranhada na teia da colocação de professores e foi colocada numa escola 15 dias depois da deputada ter apresentado um requerimento. Luísa Mesquita deu outros exemplos, como o do pontão da Agolada. Um estrangulamento na Estrada Nacional 114, entre Almeirim e Coruche, e que está resolvido ao fim de dezenas de requerimentos. “Ao fim de 10, 15 ou 20 requerimentos as coisas às vezes começam a ser resolvidas”, disse.Na área da Educação não esqueceu a Escola Profissional de Agricultura de Abrantes. “Fomos nós que conseguimos que fosse integrada na rede pública de estabelecimentos de ensino, quando as escolas profissionais começam actualmente a ter problemas de financiamento”. Lembrou também a luta que o partido tem feito pela preservação do rio Alviela. No meio destas vitórias que alimentam o ego do partido, houve também muita coisa que a deputada eleita por Santarém não conseguiu mudar. Como a construção de um hospital no sul do distrito, a escola de Alcobertas (Rio Maior), ou a requalificação do património histórico de Santarém. Bem como a proposta de criação de um pólo dos institutos politécnicos da região (Santarém e Tomar) na zona sul, sobretudo para formação na área agrícola. Mesquita fez ainda questão de lembrar que se hoje os professores do ensino básico e educadores de infância recebem subsídio de desemprego o devem à CDU. E terminou dizendo estar a dar conta do trabalho que decorreu dos milhares de votos que recebeu do povo da região. “Com mais votos faremos mais”, concluiu.
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