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Médico “incompatível” não pode exercer no Cartaxo

Edição de 26.01.2005 | Sociedade
A Sub-Região de Saúde de Santarém denunciou o contrato de trabalho que tinha celebrado com um clínico, em Dezembro de 2004, para exercer funções no concelho do Cartaxo. A renúncia impede a vinculação do médico à Administração Regional de Saúde (ARS) e no Centro de Saúde do Cartaxo, quando este já tinha chegado a acordo com a autarquia para integrar o regime de incentivos proposto pelo município.Já com o contrato assinado a Sub-região ficou a saber que o clínico tem um vínculo profissional na Força Aérea Portuguesa, o que o impede de prestar funções na ARS. Segundo o coordenador da Sub-Região de Saúde, Fernando Afoito, tratou-se de uma contrariedade que não era esperada. “Não tendo nós nenhum obstáculo financeiro, queremos que apareçam pessoas dispostas a celebrar contratos”, afirmou a O MIRANTE. A Câmara do Cartaxo criou um regime de incentivos destinado a atrair mais médicos a trabalhar no concelho no sentido de aumentar a capacidade de resposta. O líder da autarquia diz ter contactado mais dois médicos vinculados à ARS para integrarem o esquema de incentivos, um dos quais já com processo a seguir. Mas no capítulo da qualidade dos serviços, Paulo Caldas lembra que não basta contratar mais médicos para exercer no concelho. “Não vamos aceitar que se mantenham as extensões de saúde nas oito freguesias mas que a qualidade dos serviços diminua. Como autarca não o admitirei”, avisa, aludindo à possibilidade de se proceder a uma centralização de serviços na extensão de saúde de Pontével para servir as freguesias vizinhas.“Não é aceitável que utentes de Vale da Pinta se tenham de deslocar a Pontével para uma consulta com o médico de família e deixar à extensão de Vale da Pinta apenas a realização de cuidados curativos”, exemplifica.Recorde-se que existem 3.655 utentes sem médico de família no concelho do Cartaxo, que conta com 15 clínicos, um dos quais em formação, a exercerem no centro de saúde local e nas oito extensões de saúde das freguesias. Estima-se que, com mais dois médicos, possa acabar o panorama de utentes sem médico de família.

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