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Parque natural não dá o exemplo

Pinhal às portas de Vale da Trave está há quatro anos por limpar

Em Maio do ano passado, moradores de Vale da Trave, Alcanede, alertaram para a falta de limpeza de um pinhal junto à aldeia. Um perigoso rastilho que, em caso de incêndio, pode pôr habitações em risco. O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros tarda a actuar.

Edição de 26.01.2005 | Sociedade
O perigo continua latente no pinhal de Vale da Trave, freguesia de Alcanede, Santarém. A mancha florestal, inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), está ao abandono há vários anos. Nem o alerta dos habitantes da aldeia, em Maio do ano passado, temendo que um incêndio destrua a última área de pinhal da zona, fez mudar o cenário. Há oito meses O MIRANTE deu conta do estado em que se encontrava o pinhal. Uma área desordenada e com uma gritante falta de limpeza que em caso de incêndio é um autêntico rastilho. Durante este tempo o PNSAC não mudou a situação, que já dura há quase quatro anos.Em Maio do ano passado vários populares deram a conhecer o facto do pinhal ter sido desbastado, tendo os ramos resultantes dos cortes ficado espalhados pelo chão. Ainda lá estão, com a agravante de agora estarem mais secos. O espaço é uma zona de elevado risco de incêndio e encontra-se às portas da povoação, o que causa mais medo nas pessoas. Para além do receio de uma catástrofe, até porque os estreitos e sinuosos caminhos da zona impedem um socorro rápido, os populares lamentam o estado a que chegou o que consideram ser a maior riqueza da zona. As árvores têm mais de 40 anos. Só para se ter uma ideia, o mato rivaliza em altura com alguns pinheiros. É difícil andar a pé por aquelas bandas. Há vegetação seca e montes de ramos espalhados pelo terreno. Há pinheiros que tocam uns nos outros, constituindo um rastilho para as chamas. Na altura em que O MIRANTE deu a conhecer a situação, a directora do PNSAC, Maria João Botelho, garantiu que se previa para breve a deslocação para o local de um estilhaçador. A máquina iria destruir a matéria arbórea deixada ao abandono, deixando o pinhal mais limpo. “Há uma total passividade das entidades que têm responsabilidade neste caso. Estamos desprezados, apesar de todos os dias passarem aqui funcionários do PNSAC”, desabafa Henrique Cordeiro, morador em Vale da Trave. Para este morador de Vale da Trave a aproximação de mais um Verão é motivo para preocupações redobradas. “É mais uma ano que passa e é mais um ano que estamos em perigo, só porque não se aposta na prevenção”, comenta Henrique Cordeiro.Contactada por O MIRANTE, a directora do PNSAC, Maria João Botelho, garante que está prevista uma intervenção na zona na primeira semana de Abril, de acordo com o programa de trabalhos já definidos.

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