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Rio Maior perdeu em casa com o líder e ficou a cinco pontos da promoção

O Portomosense veio este domingo dar uma lição táctica ao Rio Maior. Com o trabalho de casa bem feito, a equipa de Porto de Mós anulou o jogo pelas alas dos ribatejanos e ganhou merecidamente. Os locais mereciam no entanto o golo de honra, pois dispuseram de oportunidades para isso, incluindo pelo menos uma grande penalidade que ficou por assinar.

Edição de 02.02.2005 | Desporto
O Portomosense, líder isolado da Série D do Campeonato Nacional da Terceira Divisão, venceu este domingo o Rio Maior por dois golos sem resposta, deixando bem claro porque comanda a classificação e é o principal favorito à subida à II Divisão B.A equipa de Porto de Mós apresentou-se em campo muito tranquila e com um esquema táctico bastante rígido, com os jogadores a marcarem os respectivos adversários em cima, sem lhes dar qualquer tipo de espaço para as suas acções criativas.O Rio Maior nunca se conseguiu libertar deste espartilho que manietou por completo a habitual forma de jogar dos ribatejanos, com solicitações em profundidade para os extremos. Desta vez nada saía bem porque o Portomosense não dava espaço a quem fazia o passe e muito menos a quem recebia a bola, que tinha logo pela frente dois adversários.Os primeiros vinte minutos foram de domínio quase absoluto do Portomosense, apesar de alguns jogadores do Rio Maior mostrarem vontade de dar a volta às coisas. Ramalho era um dos mais inconformados, na sequência de dois pontapés de canto consecutivos, a equipa riomaiorense causou finalmente algum frisson junto da baliza adversária, primeiro com Ferreira a chutar contra um defesa contrário e depois com Gabriel a cabecear com perigo ao lado do poste.Na resposta, aos 24 minutos, também na sequência de um canto, o Portomosense chegou ao primeiro golo. A defesa do Rio Maior não conseguiu aliviar a bola, que ressaltou em dois jogadores e ficou mesmo ao “pé de semear”. Curiosamente acabou por ser o central Vasco, que na época passada jogava no Rio Maior, que foi mais lesto que todos e rematou para a baliza do desamparado Tiago Rodrigues.O Rio Maior tentou reagir e, à meia hora, Ruas teve nos pés o golo que Cláudio tirou com a mão. O lateral direito do Rio Maior rematou com violência, depois de uma jogada de insistência, e a bola foi cortada com a mão pelo jogador do Portomosense.O árbitro não viu, mas esse foi um dos seus erros mais justificáveis, uma vez que tinha vários jogadores à sua frente e poderá não se ter apercebido do corte irregular. O mesmo não se pode dizer no entanto para uma jogada do ataque riomaiorense, aos 38 minutos, em que Travassos passou dois adversários e foi derrubado por Oziel já dentro da área. Aí o juiz estava bem posicionado e se não viu foi porque não quis ou não estava com atenção.O trio de arbitragem realizou de resto uma péssima actuação, com prejuízo claro para a equipa da casa, embora isso não retire, de forma alguma, o mérito da equipa visitante, que teve o jogo sempre controlado.O Rio Maior regressou para a segunda parte com o regressado Semeano no lugar de Fafu, mas nem assim a equipa da casa passou a dominar a partida. Os jogadores do Portomosense chegavam sempre primeiro à bola, raramente falhavam um passe e revelavam um enorme espírito de entreajuda.Aos 54 minutos, Pina, que também já jogou no Rio Maior, cruzou para um companheiro que falhou isolado em frente à baliza. Mas o segundo golo dos visitantes não tardou. Com o cronómetro a assinalar uma hora de jogo, Miranda rematou forte para defesa incompleta de Tiago, que defendeu a bola para a sua frente, onde Armando foi mais rápido que todos e só teve de encostar. O guardião ribatejano não ficou isento de culpas.A perder por dois golos, Toni Pereira fez avançar Gabriel para jogar na sua frente de ataque. E foi da cabeça do central que saíram os lances de maior perigo. A dez minutos do fim, o nigeriano cabeceou à barra, a bola foi parar ao centro da pequena área, onde Pedro Fonseca encostou o pé mas permitiu a defesa da tarde a Hugo Pinheiro.Foi o canto do cisne do Rio Maior que merecia o golo de honra pois os jogadores mostraram empenhamento e criaram oportunidades para isso. O problema é que do outro lado esteve uma equipa de qualidade, orientada por um treinador que soube montar bem as peças do seu xadrez. E os jogos começam-se a ganhar durante a semana, nos treinos.
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