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Não houve milagre

Fazendense rescindiu amigavelmente com Simões Gapo
Edição de 02.02.2005 | Desporto
Simões Gapo esteve apenas um mês à frente do Fazendense. O treinador, contratado depois da derrota da equipa das Fazendas de Almeirim frente ao Calheta, na Madeira, começou a treinar a equipa no final de Dezembro e saiu este domingo, depois de quatro derrotas consecutivas.A contratação de Simões Gapo, que na época passada pegara no Torres Novas à 14ª jornada e conseguiu a manutenção da equipa, foi uma tentativa quase desesperada para inverter a campanha desastrosa que a equipa tem realizado na Série E da terceira divisão nacional, onde apenas conseguiu até ao momento três pontos e ocupa o último lugar.O “divórcio” entre as duas partes partiu do próprio treinador que quando chegou a acordo com o clube das Fazendas de Almeirim tinha colocado como objectivo conseguir 9 pontos em quatro jogos, o que não aconteceu uma vez que a equipa não ganhou nenhuma partida para o campeonato. O único resultado positivo foi a vitória no torneio cidade de Almeirim, uma competição particular.“Não se justificava continuar porque não havia motivação”, disse Simões Gapo ao nosso jornal, acrescentando que a decisão já estava tomada desde o jogo da semana anterior frente ao Benfica B. “A minha saída era irreversível, fosse qual fosse o resultado deste domingo”, explicou.Simões Gapo acredita que o Fazendense tinha plantel para assegurar a manutenção se ele tivesse tomado conta da equipa no início da época, mas agora já não havia nada a fazer porque o descrédito estava instalado nos próprios jogadores. “Ainda este domingo houve um jogador que estava convocado e não apareceu ao jogo sem dar justificação”, revelou, referindo-se a Pelarigo, contratado há um mês ao Coruchense.O treinador garante que gostou de trabalhar nas Fazendas de Almeirim e não enjeita a possibilidade de voltar um dia mais tarde. Quanto ao seu futuro, diz que está disponível para novas propostas, desde que as considere viáveis.O presidente do Fazendense, Botas Moreira, também gostou do trabalho do treinador, apesar dos resultados não terem aparecido. “É uma pessoa extraordinária, que me surpreendeu pela positiva, mas não teve sorte e os resultados não apareceram”, disse o dirigente, acrescentando que a sua equipa tem valor igual a outras seis ou sete da série, mas os resultados não apareceram e ânimicamente a equipa foi-se abaixo.Para já o plantel será orientado por Jorge Moreira, que foi o treinador da época passada e que também assumiu o comando da equipa nos primeiros jogos desta época, antes de ser substituído por Jorge Matos, que teve passagem curta pelas Fazendas. Luís Amante foi convidado para a equipa técnica mas só na terça-feira à noite, após o fecho desta edição, estava previsto que revelasse a sua decisão.Quanto ao futuro do clube, Botas Moreira revelou que vai falar com os jogadores para diminuir os subsídios que estes recebem, numa medida de contenção que se destina a assegurar a viabilidade do clube, agora que sócios e patrocinadores parecem ter-se afastado. “Quero pagar a todos mas para isso tenho de baixar os subsídios aos que ganham mais de 200 euros”, revelou. O único jogador que para já deverá sair é Pelarigo, que apesar de ter treinado faltou a dois jogos sem dar justificação. “Esse não vai receber um cêntimo”, disse.Botas Moreira lança ainda um repto aos associados do clube. “O Fazendense será o que os sócios quiserem. Se continuaram a apoiar, continuo no clube, se não apoiarem vou-me embora de consciência tranquila porque não deixo dívidas”, alerta.

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