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Bombeiros querem mais apoio do Estado

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Críticas ao Governo no 83º aniversário dos Municipais de Tomar

Os Bombeiros Municipais de Tomar fizeram 83 anos na sexta-feira. A falta de meios operacionais e o tratamento diferenciado entre voluntários e municipais feito pelo Governo foram as queixas mais ouvidas na cerimónia de aniversário.

Edição de 02.02.2005 | Sociedade
Entre Junho e Setembro de 2004 os Bombeiros Municipais de Tomar foram chamados a combater 194 florestais no concelho. Em alguns dias, os bombeiros tiveram três incêndios em simultâneo onde conseguiram colocar apenas uma viatura, impotente para travar o fogo até à chegada de meios externos. No dia do 83º aniversário da corporação o balanço feito pelo comandante, Manuel Mendes, não foi famoso.A meio do Verão as viaturas de combate a incêndios dos bombeiros de Tomar avariaram, talvez por todas já terem ultrapassado os 20 anos de vida activa. E passaram a ser as viaturas de incêndios urbanos e o carro de desencarceramento a combater os fogos. Alguns fogos tiveram de ser combatidos também com meios particulares, como camiões de empresas do concelho.Apesar dos lamentos, Manuel Mendes fez questão de salientar no seu discurso que o município tem dado sempre resposta positiva às solicitações dos bombeiros, quer na compra de equipamento individual e colectivo, quer na melhoria das instalações, apontado as suas baterias para o Serviço Nacional de Bombeiros (SNB).Quando o SNB não distribuiu carros aos bombeiros de Tomar foi a câmara que se chegou à frente, assumindo a compra de um auto-tanque e uma viatura de combate a incêndios, actualmente a serem equipados para combater os fogos do próximo Verão.Mas ainda há coisas a melhorar. Como os portões do quartel, que já há dez anos eram para ser substituídos e estão neste momento a cair. Ou os vestiários do pessoal, que ainda não foram adaptados para as recrutas femininas que estão a acabar o curso.O representante do conselho executivo da Liga de Bombeiros Portugueses foi também muito crítico relativamente à distinção que o Governo tem feito entre bombeiros voluntários e municipais. Afirmando haver muita gente que só se lembra dos bombeiros no Verão, Carlos Pinheiro referiu que os bombeiros de Tomar, à semelhança de outros municipais, não têm sido apoiados pelo Governo.É por isso que o custo das auto-escadas de Santarém e Abrantes estão a ser suportados pelos municípios e que o único carro de combate a incêndios urbanos dos Bombeiros Municipais de Abrantes está fechado à chave na garagem porque não trabalha.O responsável foi ainda mais longe ao afirmar que as câmaras municipais não podem continuar a ser prejudicadas por terem corpos de bombeiros municipais ao seu serviço. “Estamos na altura de exigir que o Governo faça alterações a este estado de coisas”.Também o presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), exigiu que o poder central reveja a sua posição, afirmando não haver qualquer diferença entre bombeiros voluntários e municipais. “Até temos o mesmo comando”.Apesar das críticas há cada vez mais gente a querer ir para os corpos de bombeiros e muitos que continuam a lutar pela causa, como provam as medalhas que foram distribuídas na cerimónia, aos homens da paz que fazem este ano 25, 15 e 10 anos de serviço à comunidade.
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