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Chamusca quer mais apoios para a floresta

Chamusca quer mais apoios para a floresta

Reivindicação lançada pelo presidente da câmara durante a visita da eurodeputada Ilda Figueiredo

O presidente da Câmara da Chamusca quer mais apoios da União Europeia para o ordenamento florestal. “Se outros municípios recebem verbas para a produção de anidrido carbónico, nós também devemos recebê-las por sermos produtores de oxigénio”, diz Sérgio Carrinho.

Edição de 02.02.2005 | Sociedade
O presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), quer que os eurodeputados da comissão de agricultura visitem o seu concelho para ver como foi aplicado o dinheiro comunitário destinado a minorar os efeitos do incêndio de 2003 e para terem conhecimento do muito que há por fazer. Essa intenção foi manifestada no dia 26 de Janeiro.Falando na recepção a uma comitiva de deputados comunistas que integrava a eurodeputada Ilda Figueiredo, o autarca disse que o município da Chamusca não tem verbas próprias para manter a floresta e deverá ser subsidiado para que o concelho continue a ser um “fornecedor de oxigénio” na região. “Se outros municípios recebem verbas para a produção de anidrido carbónico, nós também devemos recebê-las por sermos um pulmão”, afirmou, fazendo alusão aos apoios à instalação de novas indústrias, algumas poluentes. E acrescentou: “Em vez de irmos todos a Bruxelas, eu nem gosto de andar de avião, é melhor virem cá ver”..O pedido está relacionado não só com a reflorestação das zonas ardidas, de que é interlocutor privilegiado a ACHAR – Associação de Agricultores da Charneca, como também pela necessidade de manutenção e recuperação da rede viária semi pública que atravessa todo o concelho, como forma de prevenção dos incêndios. “São centenas de quilómetros que é necessário manter e a autarquia não tem verbas para isso”.Por outro lado, há que recuperar todos os cursos de água urbanos e rurais que atravessam o concelho. Um dos trabalhos, financiados pelo Instituto Nacional da Água (INAG), está em curso no Pinheiro Grande. “Ainda não tínhamos recuperado do incêndio e vieram as chuvas que inundaram a povoação. Foi dramático”, recorda Sérgio Carrinho.A obra, com mais de um quilómetro de extensão e um orçamento superior a 500 mil euros, corrige o traçado do Ribeiro do Casal Velho que desce dos montes e atravessa a povoação do Pinheiro Grande. Mas é necessário intervir em muitos outros cursos de água, para protecção das populações.Em termos de campanhas de prevenção, Sérgio Carrinho criticou ainda a descoordenação que muitas vezes existe entre cúpulas da protecção civil e dos bombeiros. “A protecção das populações e prevenção de incêndios e outras calamidades não pode estar dependente das forças políticas, ou de guerras entre quem deve ou não mandar. É bom que os responsáveis se entendam e deixem de andar a dizer mal uns dos outros”, afirmou.Apesar deste ser um problema interno, a eurodeputada Ilda Figueiredo considerou que era de toda a oportunidade, uma vez que em Bruxelas se discute a criação de um serviço de protecção civil europeu. “Se não há entendimento ao nível do país, como é que pode haver ao nível europeu?” questionou.Ilda Figueiredo considerou também “muito importante que os eurodeputados tenham conhecimento de como os portugueses aplicaram os dinheiros enviados através do Fundo Social Europeu”. Elogiando o trabalho feito na Chamusca na recuperação das zonas ardidas, acrescentou que se houver outro acidente em Portugal há toda a justificação para a comunidade voltar a apoiar.A reunião dos eleitos do PCP foi, fundamentalmente, uma reunião de trabalho, pelo que não houve lugar a tomadas de decisão. A única garantia dada pelo grupo comunista é de que vai acompanhar a situação, tal como sempre fizeram. “Somos poucos, mas multiplicamo-nos. Os eleitores reconhecerão o nosso esforço no próximo dia 20 e dele nos compensarão”, afirmou Luísa Mesquita, deputado eleita pelo círculo de Santarém e cabeça de lista pelo mesmo círculo nas próximas legislativasMargarida Trincão
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