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Guerra ao estacionamento caótico

Câmara de Tomar quer disciplinar zona histórica a partir de 6 de Junho

O centro histórico de Tomar vai ser interdito ao estacionamento a partir de 6 de Junho. Só será aberta excepção para os moradores.

Edição de 02.02.2005 | Sociedade
A partir de 6 de Junho os 150 moradores do centro histórico de Tomar serão os únicos a ter o privilégio de esta-cionar naquela zona da cidade. Os restantes automobilistas vão ter de procurar outras paragens para deixar o seu veículo. A medida foi anunciada na semana passada pelo presidente do município.A decisão é controversa e pode custar votos nas próximas eleições autárquicas. O presidente da câmara, António Paiva (PSD), admite que a medida possa gerar alguma polémica mas considera-a necessária para ordenar, de uma vez por todas, o estacionamento caótico na zona mais antiga da cidade.Todas as ruas entre a avenida Cândido Madureira e o pelourinho, na Várzea Pequena, e a rua Dr. Sousa (onde está actualmente instalada a PSP) e a Levada (junto à ponte velha) vão ficar “limpas” de automóveis. A única excepção é para os moradores, que têm de colocar um cartão de residente.“Neste momento há três tipos de pessoas que estacionam na zona histórica – os residentes, os que trabalham no centro histórico e os querem fazer compras e utilizar serviços ali disponíveis. Estes últimos não têm tido lugar, por isso é que o comércio local reclama que não tem clientes. Os trabalhadores e os residentes ocupam todos os lugares existentes”, justifica o autarca.O único lugar disponível para os que procuram o centro histórico da cidade para fazer compras, ir ao banco ou pagar a água ou a luz é o parque de estacionamento situado atrás da câmara municipal que, depois de muito polémica, abrirá a 14 deste mês.São 180 lugares de esta-cionamento disponíveis mas não gratuitos. Cada hora que o automóvel vai estar ali estacionado custará 80 cêntimos. Quem quiser deixar ali o carro entre as 8 da manhã e as 20 horas pagará 60 euros mensais, valor que sobe para os 80 euros se o automóvel ocupar o lugar durante 24 horas. Para os residentes que se queiram servir do parque para deixar os seus veículos durante a noite – entre as 18 horas e as nove da manhã – o custo mensal é de 40 euros.Além deste parque, a câmara irá também abrir até Junho o parque de estacionamento subterrâneo do pavilhão municipal, junto ao estádio. São mais 280 lugares, a pagar.Estas são as alternativas que António Paiva indica aos automobilistas que querem usufruir do centro histórico. Além disso, já a partir do dia 14 deste mês mais duas ruas da zona velha da cidade vão ter parquímetros – a avenida Cândido Madureira (onde estava o hospital) e a rua dos Arcos, mais conhecida pela rua dos táxis.Margarida CabeleiraTransportes urbanos avançamA Câmara de Tomar vai avançar com transportes urbanos na cidade. A proposta, que será discutida em breve em reunião camarária, prevê para já a implementação de dois percursos, partindo ambos da estação da rodoviária.António Paiva diz que o município está já a fazer consultas, para a central de compras do Estado, com vista à aquisição de quatro autocarros para fazerem os dois percursos - um que sairá da rodoviária em direcção aos bombeiros, centro de formação profissional, centro de saúde, hospital e centro histórico e outro mais curto, que fará o interior da cidade até ao Bairro 1º de Maio, passando também pelo centro histórico. Os percursos começam e terminam sempre junto ao terminal rodoviário e à estação ferroviária.Ao contrário da maioria dos municípios vizinhos, a Câmara de Tomar não deverá optar pelos chamados autocarros “amigos do ambiente”. “Em princípio iremos adquirir autocarros a gasóleo nesta fase”.Ainda não há data prevista para a entrada em circulação dos transportes públicos de Tomar, mas o desejo do presidente é que os percursos arranquem quando as ruas da cidade nova forem taxadas.

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