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“Perdi a minha independência”

Após o fecho da empresa Damiana Carvalho dedicou-se à agricultura
Edição de 02.02.2005 | Sociedade
Damiana Carvalho, 67 anos, sobe uma encosta repleta de abóboras e escolhe cuidadosamente as mais maduras. É a agricultura que a ocupa há mais de 10 anos, depois da DCP, a empresa de fabrico de componentes eléctricos, onde trabalhava em Arruda dos Vinhos, ter entrado em processo de falência.Já antes de 1993 os trabalhadores notavam que havia uma quebra de trabalho, mas esperavam que a situação melhorasse. A firma acabou por fechar portas nesse ano deixando apenas dívidas aos trabalhadores. Tal como os restantes operários, Damiana Carvalho já recebeu 13 por cento da dívida, mas faltam ainda saldar vários milhares de euros.Damiana Carvalho, hoje residente em Sobral de Monte Agraço, foi trabalhar para a fábrica com 28 anos. Depois de ser vendida a um grupo americano a empresa deixou a produção de caju e dedicou-se ao fabrico de componentes eléctricos e calçado. A operária, na altura residente em Preto Palha Cana, Alenquer, fazia a pé o percurso até ao emprego. Na empresa trabalhavam 330 pessoas, maioritariamente mulheres, que garantiam assim a sua subsistência. “Quando a empresa fechou perdi a minha independência. Agora sempre que quero comprar qualquer coisa tenho que andar de roda do marido”.

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