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Socorro a passo de caracol

Assistência a criança da Escola de S. Domingos, em Santarém, demorou 45 minutos

O socorro a uma criança vítima de ferimentos ligeiros após queda na escola de S. Domingos, Santarém, demorou 45 minutos porque havia falta de ambulâncias. A situação motivou críticas à falta de rapidez da assistência.

Edição de 02.02.2005 | Sociedade
Uma criança da Escola de S. Domingos, em Santarém, demorou cerca de 45 minutos a chegar ao hospital da cidade, quando o estabelecimento de ensino está a dois minutos dessa unidade de saúde. O aluno do ensino pré-escolar, com seis anos de idade, partiu a cabeça no recreio da escola. A situação não se revelou grave, mas levantou algumas preocupações relativas à rapidez do socorro. O caso ocorreu na quinta-feira, 27 de Janeiro, por volta das 13h45. O director da escola ligou para o número nacional de emergência 112 a pedir uma ambulância para transportar a criança ao hospital. Mas deparou-se com um cenário que Pedro Coelho dos Santos, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), classificou como “uma série de coincidências infelizes”. Naquele dia e aquela hora, justifica o INEM, as ambulâncias de emergência dos Bombeiros Municipais de Santarém estavam em serviço. Por isso o CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes, em Lisboa, que depende do INEM, onde são recebidas as chamadas de emergência médica da região, contactou a corporação mais próxima: Almeirim. Segundo Pedro Coelho dos Santos, as duas viaturas de emergência dos Bombeiros Voluntários de Almeirim estavam também fora do quartel - uma em Fazendas de Almeirim e outra numa ocorrência em Cortiçois, Benfica do Ribatejo. O assessor do instituto esclareceu que não foram contactados os Bombeiros Voluntários de Santarém porque geralmente não têm capacidade operacional. E por isso foi accionada a corporação mais próxima que é a do Cartaxo e que tinha uma ambulância com tripulação disponível. A chegada da viatura não foi mais rápida devido à distância entre as duas cidades (cerca de 15 quilómetros) e aos condicionamentos provocados pelas obras na ponte da Asseca. Pedro Coelho dos Santos, justificando que neste caso em particular não se tratava de uma situação grave, sublinhou que as escolas exercem uma pressão muito grande sobre a emergência médica. Salientando que esses serviços foram concebidos para casos em que há perigo de vida, refere que há diariamente situações de escolas que pedem ambulâncias por situações ligeiras como a de um dedo esfolado. O coordenador da Escola Básica de S. Domingos, João Filipe, admite que estranhou o facto de aparecer uma ambulância do Cartaxo. Mas, acrescentou, atendendo aos vários problemas em conseguir uma, que diz ter tido conhecimento, o socorro até não foi muito demorado. João Filipe diz que as escolas ligam sempre para o número de emergência por uma questão de precaução. “Chamamos sempre as ambulâncias porque não temos formação na área do socorro e não sabemos se os casos são graves ou não. Por outro lado há a questão das responsabilidades. É que se a criança fosse transportada numa viatura particular e acontecesse algum problema a escola era responsável por isso”, justificou.

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