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Cartaxo perdeu com o Carregado na estreia de João Barroca

O regresso de João Barroca como treinador do Sport Lisboa e Cartaxo não podia ter corrido pior. A equipa perdeu por 3-0 em casa, com o Carregado e, pior que isso, realizou uma exibição confrangedora quer a defender, quer a atacar. Os visitantes aproveitaram os brindes da defesa cartaxeira e marcaram três golos quase a papel químico.

Edição de 10.02.2005 | Desporto
A “chicotada psicológica” não resultou no Sport Lisboa e Cartaxo. Antes pelo contrário. Este domingo, a jogar perante o seu público, no primeiro encontro com João Barroca como treinador, a equipa cartaxeira realizou uma exibição confrangedora, talvez a pior da época, e perdeu por 3-0 com o Carregado.A bola parecia queimar os pés dos jogadores da equipa da casa que raramente conseguiram encarrilar uma jogada com princípio, meio e fim. Nem os futebolistas mais experientes como Peter, Hilário, Hugo ou Abel escapavam à confusão que reinava em campo. Acima de tudo, ao longo de todo o jogo, o Cartaxo nunca conseguiu ser uma equipa. Muitos ralhavam mas poucos tinham razão.E o Carregado nem precisou de carregar no acelerador par ganhar calmamente o desafio e conseguir a sua primeira vitória fora de casa esta época. A primeira oportunidade para os visitantes surgiu logo ao quarto de hora. Pedro Dionísio cruzou do lado esquerdo, a bola trvessou toda a pequena área, mas nenhum dos três companheiros que estavam na zona central conseguiu desviar.A seis minutos do intervalo, depois de cerca de 40 minutos de pasmaceira quase total, surgiu o golo que já se esperava. O meio campo do Cartaxo parou à espera não se sabe bem do quê, a defesa ficou a ver e Mário Sérgio é que não se fez de rogado. Correu para a baliza, isolou-se frente a Peter e só teve de escolher o lado.Os primeiros minutos da segunda parte até pareciam trazer um Cartaxo diferente. Aos três minutos Hugo teve o empate nos pés mas deslumbrou-se e, apenas com o guarda-redes pela frente, falhou a baliza.Na resposta, dois ataques depois, a defesa do Cartaxo voltou a ficar a ver jogar e Pedro Dionísio pode correr à vontade e perguntar a Peter de que lado ele queria a bola. Foi o canto do cisne para a equipa da casa, que acusou o golo e voltou ao seu jogo trapalhão.Sem fio de jogo, com a bola a passar de pé para pé mas com pouca progressão, o Cartaxo não conseguiu reagir. A oportunidade mais flagrante nesse período foi um livre de Fredy em posição quase frontal que levou a bola a passar junto ao poste.A apatia do Cartaxo também não dava grande motivação aos jogadores do Carregado, que foram controlando o jogo sem grandes problemas. Já nos descontos, a história dos dois primeiros golos repetiu-se. Aos 93 minutos, com a defesa cartaxeira a ver o corso carnavalesco a passar, apareceram dois jogadores visitantes em posição frontal, com Mário Sérgio a Bisar no encontro. Peter, neste como nos outros golos, pouco mais podia fazer.Com tão mau futebol, a actuação do trio de arbitragem passou despercebida.Treinador-adjunto do Carregado satisfeito com primeira vitória fora de casaNo final do jogo, o treinador adjunto do Carregado, Nuno Graça, reconheceu que a equipa não fez uma grande exibição mas considerou que o mais importante foi a vitória e os três pontos. “Importante é ganhar e jogar bem nem sempre é jogar bonito: é jogar prático e ganhar e isso nós conseguimos fazer.Outro facto destacado pelo técnico foi o de esta ser a primeira vitória fora de casa esta época, ainda próxima antes de um ciclo de três jogos consecutivos em casa, onde a equipa costuma dar muito boa conta de si. “Podem ser mais três jogos e três vitórias que nos permitam aproximar dos lugares cimeiros, que é sempre agradável”, disse.A equipa está a atravessar um bom momento, o que se nota quer na produtividade ofensiva quer no rigor defensivo. “Havia défice de golos marcados e nos últimos dois jogos marcámos cinco golos e não sofremos nenhum, o que também é muito importante porque as conquistas começam cá atrás”, completou.
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