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“Uma feliz Confusão”

Patrícia e Rui deram o nó em Julho de 2004

Marcar a data da cerimónia, escolher o local da boda, seleccionar a ementa e eleger a indumentária adequada são algumas das muitas etapas que os noivos têm de queimar antes de darem o nó e jurarem amor eterno.

Edição de 10.02.2005 | ESPECIAL CASAMENTOS
Patrícia Quinto, 29 anos, e Rui Aguiar, 31, conheceram-se a bordo de um navio de cruzeiro que atravessava o mar das Caraíbas. Ela era cabeleireira no salão de beleza. Ele trabalhava como camareiro.O encontro inesperado nas instalações da tripulação foi o princípio de um namoro que durou quase oito anos. O casal, residente na Azambuja, viveu vários anos junto e só depois de ter nascido o Rodrigo, de dois anos e meio, decidiu dar o grande passo. A festa foi marcada para 25 de Julho de 2004. No mesmo dia seria também baptizado o filho do casal. Apesar de já ter sido casada uma vez, Patrícia confessa que nunca pensou que a preparação da festa fosse tão trabalhosa. “Casar é uma confusão imensa. São muitos preparativos para um só dia que passa num instante”.Os preparativos iniciaram-se mais de um ano antes. A grande dor de cabeça começou com a entrega dos convites. A noiva era natural do Porto e o noivo residia na Póvoa de Santa Iria, o que dificultou toda a logística. Percorreram quase o país de norte a sul para dar a novidade a cerca de 100 convidados.Para encontrar um local para a boda e para o casamento pelo registo os noivos tiveram de procurar durante mais de cinco meses. A quinta em Azambuja que os noivos escolheram por ser mais perto só alugava o espaço, por isso o casal teve que procurar uma empresa de catering que servisse as refeições. No total cada convidado custou 75 euros. Durante vários fins de semana Patrícia e Rui tiveram que encontrar-se com o empresário para provar e escolher os vários pratos. As mesas tinham nomes de barcos. O grande sonho de Patrícia era casar a bordo do navio onde se conheceram, mas o orçamento dos noivos não chegava para tanto. “O meu pai ainda chegou a pensar alugar um barco daqueles da subida do Douro”, diz com humor.O vestido de noiva, em tons de pérola, custou 600 euros. A nubente ainda conseguiu poupar no penteado, nos brindes e no ramo. “Fiz o meu próprio bouquet com um bambu e três rosas vermelhas que prendi com uns arames”, descreve Patrícia. Só no cartório os noivos deixaram a módica quantia de 300 euros. “Acabámos por ficar com o regime de comunhão de adquiridos que é o mais barato. É tudo uma fortuna”.As fotografias da praxe e o DVD para mais tarde recordar o momento ajudaram a encarecer a festa em mais 350 euros. Grande parte da família da noiva era do Porto e por isso Patrícia Quinto alugou uma quinta no Cartaxo durante 15 dias para que os familiares pudessem ajudar nos preparativos. A lua de mel do casal foi uma dormida num hotel de Fátima. Durante o tempo que passaram juntos a bordo do Princess Danai o casal deu a volta ao mundo e por isso pôde abdicar de um dos grandes gastos do casamento. “Durante quatro anos viajámos de barco pelos locais mais paradisíacos, desde Cuba, ao Brasil, passando pela Noruega”.O dia do casamento foi um dos mais bonitos da sua vida, a seguir ao do nascimento do seu filho, mas a noiva garante que o casamento foi também muito importante para o noivo.O orçamento da festa excedeu em larga escala as perspectivas iniciais dos noivos, que não tiveram de preocupar-se com a casa que já tinham montado. “Hoje quem quer casar e não pode contar com a ajuda dos pais não consegue fazer um casamento de sonho”, garante.Patrícia calcula que o casamento lhe tenha custado mais de 15 mil euros. Não se arrepende de nada e acha que vale a pena experimentar a grande aventura que é o casamento. E, se os noivos tiverem oportunidade para se conhecerem bem antes de dar o nó, ainda melhor.Ana Santiago

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