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Socialistas denunciam eleitoralismo “laranja”

Edição de 10.02.2005 | Política
O cabeça de lista do PS pelo distrito de Santarém às eleições legislativas de 20 de Fevereiro acusou sexta-feira o PSD de estar a utilizar as funções públicas de alguns dos seus candidatos ou apoiantes para beneficiar a sua campanha eleitoral.Como exemplo, Jorge Lacão mencionou e repudiou as cerimónias para distribuição de apoios a instituições de solidariedade que têm sido promovidas pelo director do Centro Distrital de Segurança Social de Santarém, António Campos, que integra a lista social-democrata. Para Jorge Lacão, ao promover essas cerimónias, o candidato do PSD está a colocar o cargo público para que foi nomeado ao serviço de uma candidatura. “São actos de gestão normais e tudo recomendaria que fossem feitos de forma discreta”, argumentou o cabeça de lista do PS, acusando António Campos de” falta de neutralidade e isenção” no exercício de um cargo público. Críticas que o visado refutou (ver caixa).Mas António Campos não foi o único alvo dos socialistas, que também não gostaram da forma como decorreu a inauguração do troço da A 13 entre Almeirim e Santo Estêvão. Para além das críticas à ausência de convites, formais ou informais, aos deputados socialistas, o PS classificou a visita de Santana Lopes como “instrumentalização das funções públicas para benefícios de campanha”.Jorge Lacão diz que “existiu uma deliberada confusão entre a natureza de um acto de obra pública e uma acção de campanha” e lançou um “apelo” aos eleitores ribatejanos para que não se deixem “instrumentalizar por “um Governo que já não tem nada de útil para dar”.O cabeça de lista do PS por Santarém, que se fez acompanhar na conferência de imprensa dos candidatos Idália Moniz e Nelson Baltazar, criticou ainda a decisão da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste em abrir concurso para lugares de chefia a um mês das eleições. “Não se deviam criar factos consumados em vésperas de eleições, para permitir à nova opção governativa fazer a necessária reestruturação dos serviços”, afirmou. Os socialistas aludiram à cerimónia recente na Nersant, onde uma secretária de Estado anunciou medidas de apoio financeiro às empresas da região que consideram “totalmente aquém” das que foram em tempos reivindicadas pela associação empresarial. Uma sessão que, para Jorge Lacão, teve apenas o objectivo por parte do Governo de “dar a aparência de ter feito o que não fez nos últimos três anos”.António Campos refuta acusaçõesO director do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Santarém e candidato do PSD às legislativas, António Campos, responde às acusações dos socialistas dizendo que o seu procedimento foi até sexta-feira – data em que suspendeu funções para participar na campanha eleitoral – igual ao que teve nos últimos dois anos.António Campos refuta as críticas debitadas por Jorge Lacão e diz que essas cerimónias pretendem conferir “transparência de processos” às relações entre a entidade que dirige e as instituições com que trabalha. “Assim, toda a gente fica a saber quem recebe e quanto”, elucida.

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