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Ataques a rebanhos e pessoas

Ataques a rebanhos e pessoas

Animais podem ser ameaça

Em Junho do ano passado a proprietária de um pastor alemão ficou gravemente ferida quando o cão a atacou. Aconteceu em Almeirim e o caso ficou registado como um dos mais graves dos últimos tempos. Ana Carolino ficou gravemente ferida nas pernas e esteve vários dias internada no Hospital de Santarém, onde foi também submetida a uma operação.

Edição de 10.02.2005 | Sociedade
O animal conseguiu derrubar a dona e com ela no chão começou a cravar os dentes nas pernas. O cão parecia estar fora de si e apesar dos gritos não parava de morder na dona, arrancando bocados de carne. A vítima só conseguiu libertar-se quando um homem, que passava na rua e ouviu os gritos, arrombou o portão. O animal deve ter-se assustado com o barulho e fugiu para o fundo do quintal. Dois meses depois um cão vadio atacou dois habitantes de Bicas, Abrantes. O animal, arraçado de rottweiller, mordeu no padeiro da aldeia provocando-lhe ferimentos nos braços. Um habitante da aldeia que passava por perto, ao tentar ajudar, foi mordido com gravidade numa mão. António José Oliveira, guarda-nocturno de profissão, a gozar férias, ia trabalhar na horta quando começou a ouvir gritos de mulheres: “Acudam ao padeiro!”. António correu para o local e, como levava uma enxada, bateu no cão para o tentar afastar. No meio da confusão acabou por cair e foi também atacado. Já mordido violentamente na mão direita, António José Oliveira conseguiu dominar o animal, segurando-o pelo pescoço. Um terceiro elemento atou um cordel ao pescoço do cão e prendeu-o a um poste de um sinal de trânsito. Antes, em Novembro de 2003, dez ovelhas foram mortas por um cão de raça rotweiller numa propriedade de Chainça, nos arredores de Abrantes. O animal saltou uma vedação com cerca de um metro e meio de altura, entrou num buraco que fez na rede e estropiou um pequeno rebanho de 22 cabeças. Cães perigosos com regras especiais A lei obriga, desde Julho do ano passado, à identificação electrónica através de micro-chip dos cães de raças consideradas perigosas. Os donos dos animais são obrigados também a possuir um seguro de responsabilidade civil. Na lista de perigosidade estão o cão de fila brasileiro, pit bull terrier, dougue argentino, rottweiller, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu. Estes animais devem também, segundo as regras, andar na rua com trela ou açaime. A fiscalização cabe às autoridades policiais, que levantam os autos. A aplicação das coimas cabe às juntas de freguesia.O dono de um animal que não tenha seguro arrisca-se a que o seu cão possa ser levado pela polícia e posteriormente abatido. Pode ainda ser punido com coima entre os 500 euros e os 3.740 euros, para pessoas singulares, e 44.890 euros no caso de pessoas colectivas.Estas coimas também são aplicadas no caso no animal andar na rua sem açaime ou trela. Bem como para a falta de licença de posse de cães, emitida pelas juntas de freguesia.
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