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Mais despesas e tempo perdido

Mais despesas e tempo perdido

Mãe queixa-se de mudança do infantário do filho para a Escola Agrária de Santarém

As crianças do jardim-de-infância da Quinta da Anacoreta foram transferidas para instalações da Escola Agrária de Santarém. Quem não tem transporte próprio para levar os filhos tem de se sujeitar aos transportes públicos, com consequentes perdas de tempo e aumento de despesas.

Edição de 10.02.2005 | Sociedade
As crianças do jardim-de-infância da Quinta da Anacoreta estão há três meses instaladas provisoriamente na antiga residência de professores da Escola Superior Agrária, para remodelação do estabelecimento que foi encerrado devido a uma infestação de ratos.Desde essa altura que Emília Domingues viu a sua vida transformar-se. Sem transporte próprio, antes levava o filho a pé até ao jardim-de-infância. Agora, tem de apanhar diariamente o autocarro para o levar e buscar, tendo de desembolsar 17 euros mensais pelo seu bilhete e mais cerca de metade pelo bilhete do filho. “Desde que encerraram o jardim-de-infância em Setembro e mudaram as crianças a 16 de Novembro nunca fui avisada de qualquer mudança e nem pensaram que pudesse haver pessoas com dificuldades para levar os filhos”, lembra Emília Domingues apontando o dedo à Câmara de Santarém.A receber um subsídio social e com o marido reformado da Câmara de Santarém, diz não poder suportar o acréscimo de despesa que a mudança de instalações está a implicar, acrescentando que, na situação actual, “quase compensa pagar mais 60 euros num estabelecimento privado”.Por isso, defende que a Câmara de Santarém deve encontrar uma solução rápida. Como o pagamento das despesas de transporte, a garantia de transporte alternativo ou a transferência do filho para outro jardim-de-infância de S. Domingos, bairro onde reside.Tal como Emília Domingues, também outras três famílias que moram naquele bairro estão a viver situação semelhante. Até Agosto apenas tinham que atravessar a estrada de S. Domingos e deixar as crianças no jardim-de-infância. Agora ou vão de autocarro e pagam bem mais ou as crianças ficam em casa.Além da distância ser maior e do custo dos bilhetes, Emília Domingues tem ainda que esperar, duas vezes por dia, entre 20 a 40 minutos na paragem da Escola Agrária, aguardando que o autocarro regresse. Sem protecção de um abrigo de passageiros. O vereador com o pelouro da educação na Câmara de Santarém, Joaquim Neto, disse a O MIRANTE que a única situação relacionada transportes foi resolvida, colocando um aluno em lista de espera no jardim-de-infância de S. Domingos. No que respeita à situação de Emília Domingues, o autarca refere que não chegou qualquer informação ao seu conhecimento, mas que a avaliação das situações será feita caso a caso. “No início do ano, em reunião de pais, ninguém ficou mandatado para falar de qualquer problema com o transporte das crianças. Ainda que essa matéria não seja responsabilidade da autarquia, esta mãe pode expor-nos o caso e apresentar comprovativos dos custos que diz estar a ter”, afirmou Joaquim Neto.
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