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Munícipes travam variante de Alverca

Munícipes travam variante de Alverca

Moradores desmentem aceitação do traçado

A variante de Alverca continua bloqueada. Os moradores desmentem o consenso anunciado pela Câmara de Vila Franca e garantem que a proposta apresentada não será exequível. A polémica volta a atrasar a obra.

Edição de 10.02.2005 | Sociedade
Um grupo de cerca de três dezenas de munícipes desmentiu a existência de um acordo quanto ao traçado divulgado pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira como consensual para a variante de Alverca. Os munícipes marcaram presença na última reunião da câmara realizada no dia 2 de Fevereiro, em Alverca.João Rodrigues, porta-voz dos moradores, acusou o vereador do Urbanismo, Ramiro Matos (PS) de ter faltado à verdade quando anunciou a existência de um acordo. Recorde-se que a câmara aprovou em Dezembro o lançamento do concurso para a construção da segunda fase da variante a que chamou circular urbana alternativa à EN 10. Na altura, o vereador disse que o traçado tinha merecido o apoio de todos os elementos duma comissão criada para analisar a situação, incluindo os moradores, representados na comissão por João Rodrigues. “É falso que moradores tenham dado aval à situação. A câmara ficou de realizar estudos, enviar propostas aos elementos da comissão e marcar nova reunião”, disse o porta-voz dos moradores. “Ninguém conhece as propostas avançadas pelo vereador”, acrescentou.Ramiro Matos explicou que da última reunião realizada em Setembro saiu um consenso quanto à proposta apresentada por João Rodrigues e que foi essa proposta a que serviu de base ao lançamento do concurso para a concepção e construção. Mas o porta-voz dos moradores insistiu na ideia de que a proposta divulgada pela câmara contém muitos aspectos que nunca foram discutidos na reunião como o caso do separador central com três metros de largura na ligação entre a rotunda do Jumbo e a Quinta do Cochão. A presidente da câmara assumiu que essa ideia foi acrescentada por si, mas o munícipe considerou que não é uma proposta exequível na zona da Quinta das Drogas.Recorde-se que a proposta apresentada pela câmara prevê que o novo troço ligue a rua da Estação à zona da Adarse com uma ligação à rotunda das Silveiras, na EN 10, a Norte da cidade de Alverca. O restante percurso será definido no Plano de Pormenor para os terrenos da antiga fábrica Previdente e irá contemplar a ligação da variante à EN 10 na zona do Sobralinho.A variante terá duas faixas para cada lado e seguirá junto à linha de caminho de ferro no troço entre a Quinta do Cochão e a Adarse. Já na ligação entre a Quinta do Cochão e a rotunda do hipermercado, não haverá duplicação das faixas de rodagem e será criado um separador central com uma zona verde e de lazer com três metros de largura. “Aqui teremos só uma faixa para cada lado para acentuar o carácter urbano da via”, explicou o vereador do Urbanismo, Ramiro Matos.Os subscritores de um abaixo-assinado com quatro centenas de assinaturas pretendiam que a variante fosse mais afastada das suas casas. Segundo os moradores, a deslocação da variante para junto da linha-férrea não exigiria expropriações complexas e não afectaria o funcionamento de unidades de logística existentes. O vereador Ramiro Matos explicou que a solução proposta pelos moradores exige negociações com a Refer, Força Aérea Portuguesa e com particulares porque obriga a realojar várias famílias que vivem junto da estação da CP. A câmara não fechou a porta à proposta e admite estudar uma nova alternativa para a ligação entre a rotunda do hipermercado e a Quinta do Cochão, mas a autarquia refere que é uma solução técnica e financeiramente “muito complicada”. O conflito está para durar e a obra não deverá avançar até ao final do mandato.Nelson Silva Lopes
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