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Às portas da maioria e das escolhas uninominais?

Miguel Noras

A lista de candidatos do PS (previamente testados através do voto dos militantes) é, do ponto de vista político, mais forte do que as versões precedentes. Tem, inclusivamente, protagonistas que justificam uma vitória, neste distrito, por maioria absoluta

Edição de 16.02.2005 | Opinião
Quase 150 anos depois de Alexandre Herculano ter preconizado, em Vale de Lobos, a substituição dos “grandes círculos” por “círculos singulares” ou uninominais, este método de escolha para o Parlamento ainda não perdeu o traje do sonho político dos mais ousados. Enquanto a eleição personalizada dos deputados não atinge a maioridade que a reforma do sistema político reclama e impõe, alguns candidatos, que nem os votos da sua própria rua conseguiriam reunir, ascendem à Assembleia da República, cobertos pela manta de cada sigla partidária, mercê dos círculos eleitorais colectivos que ainda vigoram em Portugal.Perante este quadro, importa destacar a inovadora metodologia seguida pelo PS, aquando da escolha dos seus candidatos a candidatos à Assembleia da República (pelo distrito de Santarém). Na realidade, foram, atempadamente, fixados critérios e prazos que permitiram aos seus militantes manifestar, livre e voluntariamente, a sua disponibilidade para integrar a lista a submeter às eleições legislativas.Posteriormente, os interessados nos assentos parlamentares foram (um a um) submetidos a sufrágio na respectiva comissão política distrital. Este processo de escolha é bem a antífrase das experiências anteriores e antecipa as mudanças que urge encetar no tocante ao sistema eleitoral para a Assembleia da República.A lista de candidatos do PS (previamente testados através do voto dos militantes) é, do ponto de vista político, mais forte do que as versões precedentes. Tem, inclusivamente, protagonistas que justificam uma vitória, neste distrito, por maioria absoluta. Caso sejam eleitos, directamente, cinco ou, mesmo, seis deputados do PS, por Santarém, será de admitir que, pelo menos, até ao décimo candidato, todos os membros (efectivos) da lista serão chamados ao Parlamento. Bastará, para tanto, que Jorge Lacão, Vitalino Canas, Idália Moniz, Paulo Fonseca e Nelson Baltazar assumam funções no novo Executivo (ou diferentes cargos de representatividade oficial).Recorde-se, ainda, que o décimo primeiro candidato do PS à Assembleia da República é Fernando Pratas, vice-presidente distrital deste partido. Todavia, entre o Parlamento e o Município da Chamusca, este prestigiado quadro do Partido Socialista deverá optar pela vida autárquica.Quanto ao resto, o dia 20 de Fevereiro dissipará as dúvidas, mas lançará, inevitavelmente, novos dados para as eleições autárquicas, em Santarém.Póvoa da Isenta (Moinho de Vento), 8 de Fevereiro de 2005.

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