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A turma dos repetentes

Há uma década que não há campanha sem Jorge Lacão, Luísa Mesquita e Miguel Relvas
Edição de 16.02.2005 | Política
Na última década não houve campanha eleitoral para a Assembleia da República onde o socialista Jorge Lacão, a comunista Luísa Mesquita e o social-democrata Miguel Relvas não se tivessem empenhado a fundo. Afinal de contas era a sua eleição para o Parlamento que estava em causa e não há como dar o exemplo para tentar conquistar votos em feiras, mercados e outras acções de rua. Este ano a história volta a repetir-se e a “turma dos repetentes” está de regresso ao terreno. Os cabeças de lista do PS, da CDU e do PSD pelo distrito de Santarém às eleições legislativas de 20 de Fevereiro já são velhos conhecidos do eleitorado ribatejano. Para o bem e para o mal.Pelo menos desde as legislativas de 1995 que integram as listas de candidatos a deputado pelas suas forças políticas e, no caso de Lacão e Mesquita, sempre como cabeças de lista. Relvas, agora número um, tem estado à sombra das “figuras nacionais” como Mira Amaral, Marques Guedes ou Morais Sarmento.O CDS tem renovado os seus cabeças de lista – sempre figuras nacionais do partido - , mas tem a particularidade de manter, desde 1999, como segundo da lista o presidente da distrital, Herculano Gonçalves. E é este que mais tempo tem passado no Parlamento, apesar do CDS só ter eleito um deputado por Santarém.Em equipa que ganha não se mexe, já diz o chavão futebolístico, e pelos vistos os principais partidos parecem satisfeitos com os resultados obtidos na última década. O imperativo da renovação só faz mossa no miolo da equipa, pois o núcleo duro tem permanecido.É o caso de Nelson Baltazar e Vitalino Canas, sempre na primeira metade da lista socialista. Canas é mesmo um caso à parte. Não sendo oriundo nem tendo raízes na região, vai nas terceiras legislativas seguidas a concorrer e a ser eleito por Santarém.No PSD, há também nomes mais ou menos habituais, como Mário Albuquerque, António Campos ou Vasco Cunha, que deverão ser eleitos. Menos sorte deve ter Valdemar Henriques, o coordenador da União de Sindicatos de Santarém, que lá está mais uma vez na lista da CDU.No Bloco de Esquerda existem também os clientes habituais, mas o médico Filipe Rosas, que havia sido cabeça de lista desde que o partido tem concorrido com esse nome, foi este ano substituído pela mais mediática Joana Amaral Dias.

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