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PSD quer conhecer dimensão da dívida

PSD quer conhecer dimensão da dívida

Na Câmara de Santarém
Edição de 16.02.2005 | Política
Os vereadores do PSD na Câmara de Santarém querem que o presidente da autarquia, o socialista Rui Barreiro, disponibilize mensalmente um balancete para poderem ter acesso com regularidade à evolução da dívida e das contas do município.Ramiro Matos, que levantou a questão, diz que tem ouvido queixas de que os prazos de pagamento a fornecedores se estão a dilatar. O presidente da câmara reconheceu que as finanças da autarquia continuam a atravessar um momento “complicado”, mas sugeriu que os social-democratas estão a aproveitar o calendário eleitoral para lançarem esse tipo de questões. O que foi refutado pelos visados. “É importante para nós, vereadores da oposição, que não acompanhamos o dia a dia da câmara, estarmos informados sobre a situação financeira” da autarquia, justificou o vereador do PSD Ramiro Matos, recordando que a comissão de acompanhamento do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos criado na fase inicial do mandato nunca chegou a funcionar.José Andrade (PSD) corroborou a intervenção do seu companheiro de bancada e acrescentou que essas preocupações não vêm de agora. “Este pedido não foi suscitado só agora. Em várias ocasiões dissemos que seriam úteis mais elementos”, afirmou, criticando a “gestão profundamente errada” da maioria socialista. “Se houvesse mais informação poderíamos ter dado contributos positivos”.José Marcelino, da CDU, também considera que a câmara “não fez uma gestão correcta dos dinheiros que tinha”, lembrando os rumores, não desmentidos, de que haveria gastos astronómicos em telemóveis por parte de funcionários da autarquia. Mas recordou também a herança vinda do anterior mandato, de onde transitou, segundo ele, uma dívida de 1,5 milhões de contos em facturas que não estavam contabilizadas.Rui Barreiro não se mostrou disposto a ceder ao PSD, argumentando que sempre que há sessão da assembleia municipal é remetida informação aos eleitos desse órgão sobre a situação financeira do município. “Todas as forças políticas têm acesso a esses documentos”, reforçou, acrescentando. “Tentaremos dar nota de tudo aquilo que fazemos segundo o que está previsto na lei”.Em complemento, José Marcelino sugeriu que os elementos facultados à assembleia municipal fossem complementados com informações referentes ao financiamento obtido junto da banca.
PSD quer conhecer dimensão da dívida

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