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Agora que venha o dinheiro

Centro de dia de Além da Ribeira apresentado à comunidade, depois de 15 anos de abandono

O Centro de Dia de Além da Ribeira abriu na sexta-feira as portas à comunidade. A inauguração só está prevista para finais de Março mas os promotores quiseram mostrar publicamente que o projecto já tem liderança. E que agora só aguardam pela vinda do dinheiro prometido.

Edição de 16.02.2005 | Sociedade
Ao fim de 15 anos de abandono o Centro de Dia de Além da Ribeira abriu as portas na sexta-feira, dia 11. Apenas por um dia, mas com a promessa de que dentro de pouco mais de um mês o edifício irá funcionar efectivamente, com 18 utentes, dez no centro de dia e oito em apoio domiciliário.A abertura simbólica serviu para o padre Mário Duarte, que pegou no processo há três meses, mostrar a obra à população da freguesia e enviar alguns recados às entidades públicas que sempre fizeram depender o seu apoio financeiro de uma efectiva liderança do projecto.“Agora já temos liderança, uma comissão instaladora, uma assistente social e cinco funcionárias prontas a entrarem em funções dentro de um mês. Temos duas valências e 18 utentes. Só falta mesmo o dinheiro para acabar as obras, para aquisição de pelo menos duas carrinhas e algum equipamento”, referiu ao nosso jornal o padre Mário Duarte.A primeira e até agora única instituição a avançar com apoios foi o Centro de Emprego de Tomar, que vai colocar cinco funcionárias no centro, através de uma empresa de inserção constituída para o efeito pelo Centro Social e Paroquial de Além da Ribeira. As futuras funcionárias estão já a receber formação específica, dada pelo centro de emprego.Apesar de nunca ter sido usado, ou talvez por isso mesmo, o edifício está actualmente a levar algumas obras de beneficiação, tendo-se também construído de raiz um novo espaço que servirá de garagem e local de convívio, com churrasqueira.Os electrodomésticos – fogão, frigorífico, arca de frio, exaustor de fumos – foram agora retirados das embalagens, depois de terem sido comprados há quase uma década. Mas ainda faltam coisas essenciais, como mesas e cadeiras.“O edifício estará pronto a funcionar e abrirá no final do próximo mês, nem que tenha de pedir às pessoas que tragam mesas e cadeiras lá de casa e acredite que elas farão isso se lhes for pedido”, afirmou o padre Mário Duarte, adiantando que se se chegar a esse extremo, “a vergonha não será minha mas de quem prometeu apoio”.O presidente da comissão instaladora acredita, todavia, que não será necessário apelar à boa vontade da população. “Tanto a Segurança Social como a Câmara de Tomar mostraram sempre inteira abertura no desenrolar do processo, chegando mesmo a afirmar que o dinheiro não seria problema a partir do momento em que houvesse uma direcção. Quero crer agora que, sendo entidades de bem, não vão voltar com a palavra atrás”. Um recado que nem o presidente da câmara (chegou atrasado) nem o director da Segurança Social de Santarém (por não ter comparecido) acabaram por ouvir.

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