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Canil de Abrantes pronto no Verão

Edição de 16.02.2005 | Sociedade
Os municípios de Abrantes, Constância e Sardoal assinam esta quinta-feira um protocolo para a construção do canil e gatil que vai servir os três concelhos. O equipamento insere-se num projecto da Comunidade Urbana do Médio Tejo (CUMT).Nelson Carvalho, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, disse à Agência Lusa que o canil/gatil intermunicipal se insere numa estratégia definida no âmbito da CUMT, que prevê a existência de três estruturas para recolha e tratamento de cães e gatos abandonados na área dos 10 municípios que integram a comunidade urbana.Segundo disse, o canil de Abrantes, que começou a ser construído há cerca de quatro meses e deverá estar concluído no Verão, vai ser financiado em 65 por cento por fundos comunitários, repartindo os três municípios os restantes 35 por cento proporcionalmente aos montantes que cada um recebeu do Orçamento de Estado em 2004, como estabelece o protocolo.Nelson Carvalho disse ainda que a construção de canis intermunicipais (em Abrantes, Tomar e Torres Novas) foi a forma encontrada pela CUMT para cumprir uma competência que legalmente cabe às autarquias mas que estas têm tido dificuldade em resolver face ao crescente abandono de animais, sobretudo em períodos de férias e final da caça.O canil intermunicipal de Abrantes está a ser construído na zona do estaleiro municipal, numa área de 460 metros quadrados, e irá albergar cerca de 80 animais em nove celas colectivas e cinco individuais, duas celas semi- circulares para cães raivosos e três celas para gatos.O canil, orçado em 194,5 mil euros, terá ainda estruturas de apoio que incluem sala de observações, gabinete, cozinha, secretaria, vestiário para pessoal.Nelson Carvalho afirmou que foi apresentado um projecto para construção de um hotel que albergasse os animais em períodos de férias dos donos, mas não foi autorizado pelas autoridades competentes.Segundo disse, a autarquia vai trabalhar em conjunto com a Associação de Protecção dos Animais, no sentido se serem encontrados donos para os animais recolhidos, de forma a evitar o abate.Nelson Carvalho destacou a importância da decisão tomada no seio da CUMT, dada a incapacidade que as autarquias vinham revelando para, só por si, resolverem um problema que começa a assumir dimensões preocupantes, com autênticas “matilhas” de cães a vaguearem pelas ruas, sobretudo em determinadas alturas do ano.

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