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Peças de museu nos espaços públicos

Câmara de Almeirim apostada em mostrar elementos da história do concelho

Com a desactivação do museu etnográfico da Casa do Povo, a Câmara de Almeirim ficou sem local para expor o património histórico. Agora, em vez de criar um novo museu, a autarquia vai espalhar as peças pelos locais públicos.

Edição de 16.02.2005 | Sociedade
As peças que estavam no museu etnográfico da Casa do Povo de Almeirim, entretanto desactivado, vão ser distribuí-das pelos edifícios públicos da cidade. A ideia é dar a conhecer os elementos da história do concelho às pessoas, nos locais que elas habitualmente frequentam. O primeiro núcleo vai ser criado no novo terminal rodoviário. Com a entrada ao serviço do transporte urbano de Almeirim (TUA), que parte da estação de camionagem, si-tuada junto à praça de toiros, vai haver uma maior dinamização do espaço. Com uma maior movimentação de pessoas vai abrir-se a sala de espera que recebe o primeiro espaço museológico. Recorde-se que a garagem tem estado às moscas desde que foi inaugurada, em 2001. É também neste edifício, na sala destinada aos despachos, que vão ser recuperados e catalogados os materiais recolhidos em escavações arqueológicas e diversas peças que fazem parte da história de Almeirim. Às quais se vai juntar o manuscrito original que testemunha a passagem do rei D. Sebastião pelo concelho. O documento, assinado pelo próprio monarca, foi adquirido recentemente pela autarquia num alfarrabista em Lisboa. Outro espaço que vai receber peças históricas é o cine-teatro, que está a ser recuperado e que entrou na fase de acabamentos de construção civil. Um dos equipamentos que vai estar patente no edifício é a antiga máquina de projecção. Está ainda prevista a exposição de outros artigos que ainda não foram escolhidos. Ao longo do ano, disse o presidente da autarquia, Sousa Gomes (PS), vão ser concebidos os vários núcleos, que podem ser instalados também no edifício camarário, na biblioteca municipal, entre outros espaços públicos. A criação deste “museu vivo” é um projecto de António Nabais, que presta também serviços na área museológica na Câmara da Nazaré. O especialista do sector está a colaborar com o município de Almeirim na catalogação e recuperação das peças e na organização dos futuros núcleos. O património histórico de Almeirim está agora a ter o tratamento que necessitava há vários anos. Isto depois de terem sido descobertas peças de grande valor patrimonial abandonadas nos estaleiros municipais. Recorde-se que, em Janeiro de 2004, O MIRANTE descobriu no local, entre outros, um banco com azulejos do século XV. Esta peça e mais três pedras tumulares apresentavam sinais de degradação por estarem ao ar livre. Depois de ter tido conhecimento do caso a autarquia arrecadou-as na central de camionagem, debaixo de telha.

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