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Comissão à procura de casa própria

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Encontro dos Sardinheiros de Benavente foi produtivo

Várias comissões de festas que há 36 anos têm sido responsáveis pela realização da Festa da Sardinha Assada de Benavente, promoveram o primeiro Encontro de Sardinheiros. Foi no sábado, em Benavente.

Edição de 23.02.2005 | Cultura e Lazer
Várias comissões de festas que há 36 anos têm sido responsáveis pela organização da Festa da Sardinha Assada de Benavente, promoveram o 1º Encontro de Sardinheiros, no sábado, num restaurante de Benavente. Apesar de não estarem presentes todos os elementos, o encontro parece ter sido produtivo. Ao que tudo indica, a comissão de festas vai ter uma sede própria. A ideia foi apresentada no decorrer do almoço ao presidente de Câmara de Benavente. E António José Ganhão garantiu que o assunto irá ser apresentado numa reunião de câmara para ser analisado pelo executivo camarário.A existência de uma sede permitirá às comissões de festas poderem desenvolver actividades para angariação de receitas para os festejos anuais. Recorde-se que, além do apoio do município e do comércio local, é a comissão de festas que tem de conseguir arranjar outros financiamentos para os festejos. Embora não quisesse revelar muitos pormenores sobre a Festa da Sardinha Assada deste ano, Nuno Rolo, da Comissão de Festas, diz que a Festa da Amizade terá de ser mais dinâmica. Além disso, deverá ter mais um dia começando à quinta-feira.O almoço convívio, a que se segui uma vacada, serviu para os sardinheiros de vários anos trocarem impressões sobre o evoluir da festa. Nesta família, como já se consideram, não existem rivalidades. Por isso, não hesitaram em referir o que mais os marcou.Mário Coelho foi o sardinheiro mais antigo a participar no encontro deste ano. Fez parte da organização de 1971. A festa era mais pequena e trazia muito menos gente. Diz que ainda se lembra que, naquela altura, meia dúzia de quilos de sardinha bastava para as pessoas que apareciam. “Era mais uma festa de âmbito familiar”, refere. João Coutinho fez parte da festa de 1982. E é um dos que concorda com o facto de começarem a entrar “sardinheiras” para as comissões da sardinha assada. “As mulheres darão certamente um bom contributo”, defende. João Castanheiro integrou a comissão em 1986 e recorda-se que foi um ano de muito trabalho. A grande satisfação é quando vêem as pessoas felizes nas ruas. A festa de 1991 foi para João Cação a da mudança. Este responsável da altura conta que a sua comissão conseguiu passar a comprar a sardinha a um preço mais em conta, o que aliviou o orçamento dos festejos. Rui Pedro Nortista foi um dos elementos da festa de 1994. Considera que foi um ano saudoso. Apesar de ter estado mais frio que o habitual, e de terem vendido menos cerveja, recorda-se de terem convidado um grupo de música cigana que deu outro colorido aos festejos.Sobre as festas de 1999 falou Rui Constantino. Desse ano “destaco as largadas de touros que foram espectaculares”. João Lima fez parte da organização do ano 2000 que ficou para a história pelo facto de terem dividido a arena em duas mangas. Quanto ao encontro de sardinheiros, só peca por não ter mais gente. “Mas para o ano será melhor”, acrescenta. Bruno Nepomuceno também das festas de 2000, recordou a morte de dois colegas da comissão. Morreram no decurso da preparação das festas. “Ainda hoje, quando nos juntamos, nos lembramos deles”. Finalmente, Carlos Catalão, da Comissão de Festas do ano passado, diz que o mais importante foi a união conseguida entre todos os elementos. Houve muito trabalho ao longo do ano, mas “fazendo as contas valeu a pena”. Quanto à festa de 2005, tendo em conta a nova equipa de trabalho, diz perspectivar uma boa festa.Mário Gonçalves
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