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Octávio, 24 anos, Ferroviários

CROMOS DA BOLA

Octávio Godinho, actual capitão da equipa sénior do Ferroviários, do Entroncamento, é, aos 24 anos, um dos jogadores mais velhos da equipa de futebol. É por isso que os colegas lhe chamam avô, alcunha que não o chateia nada. Há vários anos ligado ao clube, adora o futebol e quer continuar a jogar até poder.

Edição de 23.02.2005 | Desporto
Tem algum jogo de que se recorde especialmente?Há dois momentos que me marcam por razões distintas: a subida de divisão do Ferroviários aos nacionais e depois a descida de novo aos distritais. É um estado de espírito totalmente diferente. Quando subimos há uma alegria em tudo o que se faz e quando descemos é uma grande tristeza. Parece que tudo corre mal.Um bom balneário é fundamental para ultrapassar esses maus momentos?Um bom balneário, que é o que o Ferroviários tem neste momento, é fundamental para fazer uma boa equipa.É do tipo brincalhão no balneário e costuma pôr alcunhas aos colegas?Alcunhas não. Chamo-lhes “putos” porque são quase todos mais novos que eu.Chamam-lhe avô, apesar de ter 24 anos...É verdade. Apesar de ser jovem sou dos mais velhos da equipa.Costuma dar-lhes muitos conselhos?Sim. Digo para terem calma e paciência e sobretudo muita alegria a jogar futebol, que é outro aspecto fundamental.Costuma reagir às provocações do público?Não. Nunca ligo a isso. O jogo é para ser feito lá dentro. Claro que o público faz parte do jogo e é importante mas nunca tive nenhum problema.E como é a sua relação com os árbitros? Protesta muito?Não protesto muito. Tento sempre apoiar o árbitro porque aquilo que ele faz lá dentro é difícil e, tal como nós, também tem momentos bons e momentos maus.Quer jogar até que idade?Sempre que houver clubes interessados em mim e que ofereçam as condições que quero vou continuar a jogar.Sente grandes diferenças de um relvado para um pelado?Claro. Acima de tudo a motivação. O domínio da bola também é diferente mas a motivação quando se entra num relvado é totalmente diferente de um pelado.O que pensa da existência de equipas mistas com homens e mulheres?Claro que não seria fácil nos primeiros tempos mas seria tudo uma questão de habituação. As mulheres já mostraram que são capazes de jogar futebol. Acompanho os miúdos do CADE e nos infantis já há muitas miúdas a jogarem. Há mais respeito no contacto mas é engraçado.

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