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Agricultura biológica e olival combatem desertificação

Agricultura biológica e olival combatem desertificação

No Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

Campos experimentais de olival e agricultura biológica são algumas das propostas do Plano de Acção Rural das Serra de Aire e Candeeiros que visa combater a desertificação da zona e que foi apresentado terça-feira aos agricultores.

Edição de 23.02.2005 | Economia
Para José Ferreira, presidente da Câmara de Porto de Mós - o concelho que integra maior área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) -, a agricultura tem de ser “parceira” no esforço de fixar as pessoas nas zonas serranas e isso só é possível com “acções concretas para dinamizar o mundo agrícola”.Nesse sentido, o plano prevê campos experimentais de olival e agricultura biológica que podem apoiar a criação de novas actividades complementares do produto tradicional.Em paralelo, a Associação para o Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE) está a preparar o processo de certificação do mel da Serra de Aire, bem como outros projectos para a requalificação das pastagens do gado bovino.No entanto, para José Ferreira, “este plano de acção tem que ser entrecruzado com as medidas agro-ambientais para a zona de Aire e Candeeiros” porque já existem outros programas de valorização ambiental em curso.A conjugação deste plano com fundos comunitários poderá “permitir financiamentos majorados para a preservação de algumas práticas” como é o caso da manutenção da paisagem natural e obras de recuperação de aglomerados degradados.Exemplos desta articulação são os apoios à manutenção e recuperação dos típicos muros de pedra, já que, com a aplicação do plano já aprovado pela tutela, “haverá uma verba anual para a reabilitação” dessas estruturas.Opinião semelhante tem Maria João Botelho, directora do PNSAC e parceira do plano, lamentando apenas que este documento de ordenamento do território “venha tão tarde” para as necessidades concretas da região.O documento prevê “intervenções de diferentes tipos de agricultura” mas sempre “em total articulação com as necessidades de preservação ambiental”, salientou esta responsável.Por outro lado, o reforço dos apoios na agricultura é uma forma de compensar a desertificação das aldeias serranas e a transformação dessas habitações em moradias de férias ou de fim-de- semana, limitando a interacção com o meio natural envolvente.O plano, conduzido pela Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral, prevê “ainda a manutenção e recuperação dos sistemas agro-florestais relevantes ao nível da flora, fauna e paisagem” bem como o “desenvolvimento do potencial turístico” da região.Lusa
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