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Consórcio vencedor desmente ligações com peritos da comissão

Concurso para aterros de resíduos perigosos

O consórcio Ecodeal, vencedor do concurso para a construção dos centros de tratamento e valorização de resíduos perigosos (CIRVER) em Portugal, desmentiu no dia 16 a existência de ligações entre peritos da comissão de análise e o consórcio, como afirmaram no dia anterior as empresas preteridas.

Edição de 23.02.2005 | Economia
Recorde-se que o primeiro CIRVER a ser construído em Portugal tem localização prevista para a freguesia de Carregueira, concelho de Chamusca.“O consórcio Ecodeal considera ser seu dever desmentir, com toda a firmeza, a existência de qualquer vinculo contratual ou laboral ou de dependência entre empresas do Grupo José Mello ou quaisquer outras do consórcio que o integram e peritos contratados pela comissão de análise (...)”, pode ler-se num comunicado do consórcio.No dia 15, em comunicado conjunto, as empresas derrotadas afirmaram que “Magiolly Novais e Susete Martins Dias”, que integram o grupo de peritos, “estão (ou estiveram recentemente) ligados a processos de investigação financiados por empresas do Grupo Mello”.A Ecodeal esclareceu que o consórcio é composto pelas empresas Fomento de Construcciones Y Contratas (55 por cento), Cabelte (20pc), Quimigal (22,5pc) e Quimitécnica Ambiente (2,5pc), mas que apenas as duas últimas são participadas pelo Grupo Mello, pelo que “é falso afirmar-se que (a Ecodeal) se trata de um consórcio liderado pelo Grupo José de Mello”.Os consórcios preteridos afirmavam ainda que o presidente da comissão de análise do concurso para a construção dos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER), Pedro Serra, tinha conhecimento das ligações entre os peritos e o Grupo Mello, o que Pedro Serra desmentiu em declarações à Lusa.Pedro Serra considerou que a atitude dos consórcios derrotados “é um insulto” e uma “tentativa de pressão ilegítima sobre a comissão de análise”, opinião partilhada pela Ecodeal.“(...) Em face de um conjunto de acusações e insinuações que têm sido divulgadas (...), o consórcio Ecodeal considera que tem o dever de denunciar publicamente tais procedimentos, desde logo porque se revelam completamente infundados e traduzem, ao mesmo tempo, uma pressão inadmissível sobre o decurso normal e legal do processo”, acrescenta o consórcio.As empresas preteridas apontavam também “uma série de erros na avaliação da proposta que ficou em primeiro lugar”, como por exemplo o facto de não apresentar “documentos fundamentais exigíveis pelo programa do concurso”, apresentados por outros concorrentes que tiveram notas mais baixas.Em declarações à Lusa, o representante do consórcio Ecodeal, Frederico Macedo Santos, afirmou que as acusações são “falsas”, uma vez que a ausência de tais documentos significaria “a exclusão” da Ecodeal do concurso.O consórcio, “face à gravidade das acusações e insinuações de que é alvo”, reserva-se o direito de, “oportunamente, vir a agir de maneira adequada de forma a defender devidamente os seus interesses”.Quanto às empresas preteridas, anunciaram terça-feira que “estão a organizar processos de impugnação com providência cautelar”, aguardando apenas os resultados das reclamações ao relatório provisório que entregaram na passada sexta-feira no Instituto de Resíduos.Lusa

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