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Foi votar e não a deixaram

Maria Manuela Alagoa queixa-se da presidente da mesa de voto

Uma cidadã de 67 anos foi impedida de votar no domingo, em Santarém, com a justificação de que era a segunda vez que o ia fazer. O seu nome já tinha sido “descarregado” na mesa de voto número quatro, instalada na Escola de S. Domingos.

Edição de 23.02.2005 | Política
Maria Manuela Alagoa não vai votar em todos os actos eleitorais mas neste quis participar e fez-se acompanhar por duas amigas, também devido à sua dificuldade de locomoção. Pelas 14h30 dirigiu-se à Escola de S. Domingos onde, na mesa quatro, lhe disseram que não podia votar duas vezes, após ter dado o cartão de eleitor e o bilhete de identidade. Surpreendida, Maria Alagoa ainda reiterou que acabava de sair de casa para ir votar, mas na mesa de voto não se admitiu qualquer lapso. No dois cadernos eleitorais já constava o seu nome com uma cruz à frente.O presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, Luís Arrais, ainda a ajudou preencher uma reclamação, assinada por duas testemunhas que atestaram em como ainda não tinha exercido aquele direito. O protesto seguiu para a mesa central mas de pouco valeu, tendo a responsável do escrutínio reiterado que a senhora já tinha votado. Situação que enervou Maria Alagoa e as amigas. “Não se verificou se podia haver um nome muito parecido ao meu ou qualquer engano. O que disseram de imediato é que estava ali para votar pela segunda vez e eu é que acabo por passar por aldrabona”, lamenta a queixosa.Com as eleições autárquicas e as presidenciais a não muito tempo de distância, Maria Alagoa diz que pouca vontade sente de votar depois do que aconteceu. “Afinal de contas foram duas horas e meia de tempo perdido e de enervamento”, recorda.Para Luís Arrais, tratou-se de um situação complicada para os elementos da mesa de voto e para a senhora. O líder da Junta de S. Nicolau recordou que em cada mesa está o presidente e mais duas pessoas e que, após a leitura do nome completo e do número de eleitor da pessoa, é colocada uma cruz à frente do nome, em cada caderno eleitoral. “O certo é que a senhora tentou exercer o seu direito e não o conseguiu mas, por outro lado, o que se poderia fazer na mesa com aquele nome já «descarregado” nos dois cadernos?”, questiona o autarca. Para já, e depois de um telefonema para a Comissão Nacional de Eleições (CNE), Maria Alagoa vai enviar o nome da presidente da mesa eleitoral da Escola de S. Domingos, acompanhada de uma exposição com o que aconteceu no domingo.

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