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Agrediram agentes da BT e ficaram em liberdade

Perseguição a cadastrados termina com agressões em Cachoeiras, Vila Franca de Xira

Os agressores de dois agentes da BT saíram em liberdade do Tribunal de Vila Franca. Os militares ficaram feridos depois de lutarem com os cadastrados e após uma perseguição a um carro furtado que terminou em Cachoeiras.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
Os jovens que agrediram dois agentes da BT do Carregado na manhã de quinta-feira, 18 de Fevereiro, em Cachoeiras ficaram em liberdade. Um dos agentes compareceu no Tribunal de Vila Franca de braço ao peito devido a uma fissura e entorse na mão direita e o segundo com várias escoriações. Ambos foram assistidos no hospital horas antes.Depois de os ouvir os agressores durante várias horas, a juíza decidiu aplicar o termo de identidade e residência a dois dos acusados, medida que já tinham de processos anteriores onde são suspeitos da prática de vários crimes. Um terceiro ficou com a obrigação de se apresentar periodicamente na esquadra da área da sua residência. “Ainda se riram na nossa cara”, disse um dos militares.“Se o agente tivesse disparado e o tivesse morto, provavelmente ficaria preso”, comentou um popular que assistiu à saída dos jovens na noite de quinta-feira.Os três homens, todos com cadastro, têm 18, 19 e 22 anos e residiam na zona da Grande Lisboa.Perseguição durou mais de 20 quilómetrosFonte da BT contou a O MIRANTE que, cerca das 07h30 da manhã, os agentes receberam a informação de que se deslocava na Auto-Estrada do Norte (A1) um Audi A 4 furtado e montaram a vigilância na zona de Aveiras de Cima. Avistada a viatura com três homens encapuzados, os agentes iniciaram o acompanhamento e na saída do Carregado deram ordem de paragem. O condutor não obedeceu e iniciou uma fuga com várias manobras perigosas dentro da localidade do Carregado que por pouco não causaram acidentes. Depois de mais de 20 quilómetros de fuga, os militares conseguiram bloquear o Audi A4 no lugar de Cachoeiras, já na freguesia de Vila Franca de Xira. Os ocupantes tentaram a fuga e, no confronto físico, os agentes sofreram ferimentos. Os dois agressores acabaram por ser detidos e o terceiro foi identificado.No momento da detenção, os agressores não tinham armas, mas fonte policial admitiu que se tivessem desfeito das armas durante a perseguição. “Este tipo de indivíduos anda quase sempre armado”, disse a nossa fonte. O Comandante do Destacamento da GNR do Carregado, Tenente João Madaleno revelou a O MIRANTE que estas perseguições são frequentes na área de intervenção do destacamento porque esta zona inclui vários nós rodoviários que fazem as ligações ao Norte e ao Sul e onde os criminosos passam em trânsito para os locais de actuação. Todas as semanas, a BT do Carregado recebe informações para neutralizar viaturas furtadas e cujos ocupantes são suspeitos da prática de vários tipos de crimes. É por isso uma zona de risco, talvez a de maior risco no país. Os agentes reconhecem que arriscam demasiado e reclamam mais meios de protecção e defesa. As decisões dos tribunais de colocarem em liberdade os agressores são, segundo alguns agentes contactados por O MIRANTE, um factor de desmotivação para os guardas e um reforço do moral dos criminosos que sentem que “o crime por vezes compensa”. Nelson Silva Lopes

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