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Autoridades desmantelam rede de prostituição

Autoridades desmantelam rede de prostituição

Rusga em habitações no Botequim e Entroncamento

Duas dezenas e meia de agentes da PSP e inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) “invadiram” duas residências, uma no Entroncamento outra no Botequim (Torres Novas) e desmantelaram uma alegada rede que se dedicava à prática continuada de lenocínio – favorecimento e exploração da prostituição.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
A operação, sem nome, iniciou-se ao final da tarde de quarta-feira, 16, numa vivenda situada junto ao restaurante Manjar do Botequim, nessa localidade. Apesar do aparato policial a rusga passou despercebida à maioria dos habitantes da aldeia. Francisco Pouseiro, proprietário de um dos cafés do Botequim, referiu ao nosso jornal que se soube mais rapidamente da rusga efectuada à casa do Entroncamento, situada junto ao cruzamento conhecido por quatro estradas, do que à da sua localidade.“Eu nem sabia que existia aqui uma casa de meninas”, refere. Talvez pelo facto de os alegados actos serem praticados no interior de uma vivenda particular e não num estabelecimento aberto ao público.De acordo com uma moradora na zona a vivenda do Botequim terá sido vendida ou alugada há cerca de um ano a um casal desconhecido na zona. Ao lado da placa que tem o aviso – “cuidado com os cães” esteve até há pouco tempo uma outra placa, em que se anunciava um serviço de “massagistas”. Uma placa entretanto retirada, não se sabe porquê.Segundo O MIRANTE apurou a inquilina (ou proprietária) da casa do Botequim também alugava uma outra vivenda, na estrada que vai para o parque do Bonito, numa zona conhecida como as quatro estradas.A alegada prática de lenocínio verificava-se nas duas habitações, sendo Ana Paula, uma portuguesa de 30 anos, considerada a cabecilha da rede. Na altura da detenção o companheiro, Jorge, estaria a tratar de negócios em Vila Nova de Milfontes.Além da detenção de Ana Paula, a PSP e os inspectores do SEF identificaram ainda seis mulheres, algumas de nacionalidade brasileira e colombiana, com idades compreendidas entre os 20 e os 42 anos. Duas delas foram intimadas a deixar o país por estarem em situação ilegal.As autoridades apreenderam também no interior das habitações 60 doses individuais de haxixe e um revólver calibre 9 milímetros. A polícia ficou ainda com o equipamento de video-vigilância que estava instalado numa das habitações e algumas cassetes de vídeo.Após ser ouvida em primeiro interrogatório judicial no tribunal do Entroncamento pela alegada prática de lenocínio, Ana Paula acabou por ficar a aguardar julgamento em liberdade, tendo desembolsado cinco mil euros de caução. Foi também proibida de se ausentar do país e de contactar com pessoas ligadas à sua actividade.
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