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Falta de médicos encerrou urgência pediátrica em Abrantes

Falta de médicos encerrou urgência pediátrica em Abrantes

Crianças tiveram de ser encaminhadas para o Hospital de Torres Novas

A urgência pediátrica do Hospital de Abrantes esteve encerrada temporariamente na semana passada por falta de médicos. Mas a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo garante que o serviço vai continuar a funcionar.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
A melhoria dos serviços de apoio permanente (SAP) dos centros de saúde pode atenuar o problema da falta de médicos no Centro Hospitalar do Médio Tejo, que em casos pontuais tem rupturas em algumas especialidades. O caso mais recente aconteceu no Hospital de Abrantes, onde a urgência pediátrica foi obrigada a encerrar no dia 14. A urgência pediátrica no hospital de Abrantes, uma das três unidades de saúde do Centro Hospitalar do Médio Tejo, vai continuar a funcionar, garante o presidente do conselho de administração do centro, Joaquim Esperancinha, apesar de nesse dia as crianças que recorreram ao serviço terem sido encaminhadas para o Hospital de Torres Novas.O problema foi mais uma vez a falta de médicos. O hospital de Abrantes já teve nove pediatras e, presentemente, há apenas cinco um dos quais exerce funções de direcção hospitalar. A abertura da especialidade de Neonatologia veio complicar ainda mais a situação já de si deficitária.Num sistema de complementaridade entre os três hospitais do CHMT – Abrantes, Tomar e Torres Novas – as crianças que recorreram à urgência foram enviadas para Torres Novas, mas o internamento manteve-se. “Se uma das crianças que foi socorrida em Torres Novas tivesse de ser internada, voltaria para o hospital de Abrantes”, elucida Joaquim Esperancinha.Perante esta situação que poderá vir a repetir-se, a administração do CHMT reuniu-se na passada semana com a Sub-Região de Saúde de Santarém para encontrar soluções para a situação.Segundo Joaquim Esperancinha, haverá uma melhor articulação com os serviços de atendimento permanente (SAP) dos centros de saúde para resolver muitos dos casos que recorrem ao serviço de urgência do hospital. “Há muitos casos que não podem ser considerados emergências e que os SAP podem resolver”, esclarece o mesmo responsável.A necessidade de melhorar os serviços primários de saúde, para que os hospitais acudam apenas aos casos graves, é um trabalho cada vez mais imperioso dada a falta de médicos que enfrentam as unidades hospitalares. Um problema a nível nacional que, por certo, requer medidas nacionais. Os hospitais dos grandes centros urbanos não enfrentam este tipo de situações.Recorde-se que na conferência de imprensa para apresentação dos resultados financeiros e assistenciais de 2004 do CHMT (ver edição de O MIRANTE de 10 de Fevereiro de 2005), o director clínico, Francisco Morgado, aludiu à dificuldade de encontrar médicos prestadores de serviço para os hospitais de Tomar e Abrantes.
Falta de médicos encerrou urgência pediátrica em Abrantes

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