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“Incompetência e irresponsabilidade”

Ex-assessor da protecção civil de Tomar faz acusações a vereador do pelouro

O vereador da Câmara de Tomar com o pelouro da Protecção Civil foi acusado de incompetência e de estar sempre ausente quando é preciso. As críticas vieram do seu ex-assessor, José Pereira, e são refutadas pelo visado.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
“Ainda há pessoas que brincam com a segurança e o bem estar dos outros, neste caso dos cidadãos do concelho de Tomar”. Foi assim que José Pereira, ex-assessor da protecção civil do concelho iniciou o seu discurso de críticas ao trabalho efectuado pelo vereador do pelouro na Câmara de Tomar, o socialista José Mendes.Zeca Pereira, como é mais conhecido, disse que durante três anos sempre respondeu à chamada, ao contrário do vereador responsável que primou pela ausência grande parte das vezes quando era necessário.O ex-assessor foi ainda mais longe ao afirmar que a conduta de José Mendes criou situações que puseram em risco a segurança dos munícipes, nomeadamente durante os incêndios do último Verão, por falta de meios, de homens e de coordenação. “Aconteceram coisas que a comunidade tomarense não merece”.Para Zeca Pereira, o vereador - a quem o presidente da câmara delegou todas as competências em matéria de protecção civil – é o principal responsável pelo facto de algumas coisas “andarem a passo de caracol”. Como a questão da aquisição de carros para os bombeiros, que se prolonga há dois anos, as obras de requalificação do quartel para a entrada das bombeiras actualmente em formação e a reclassificação do quadro de bombeiros municipais.Diz que tentou fazer passar por diversas vezes a sua mensagem ao vereador, sem resultados práticos e que assim só lhe restava pedir a demissão do cargo. “Era-me impossível manter uma situação em que tinha de procurar o vereador, pela cidade, pelo concelho ou até mesmo fora da região, para ele assinar o expediente”, acusa o ex-assessor.Zeca Pereira enalteceu o papel dos bombeiros de Tomar, afirmando terem uma formação profissional “incrível”, começando pelo próprio comandante, que disse ser o exemplo de homem “honesto, sincero e muito humano”, além de um excelente operacional. O vereador alvo das acusações mostra-se surpreendido e indignado com esta tomada de posição do seu antigo assessor. Em comunicado José Mendes critica Zeca Pereira de confundir actividade profissional e institucional com actividades partidárias, relevando “irresponsabilidade no exercício de ambas”.Afirmando rejeitar a mistura que, diz, visa apenas satisfazer pequenos interesses pessoais, José Mendes contra-ataca – “afirmar que o concelho esteve em risco por ausência do vereador é grave demais e demonstra não estar à altura da responsabilidade da informação que detinha. Quem combate os incêndios e presta socorro são os bombeiros municipais, não é o vereador nem o seu colaborador”.José Mendes diz ter também ficado surpreendido com esta tomada de posição uma vez que as razões invocadas pelo seu ex-assessor para sair foram apenas do foro pessoal, não colocando em causa o alegado bom relacionamento que mantinham.Exigindo provas do que foi afirmado, o vereador salienta que o trabalho que vem desenvolvendo enquanto responsável pela protecção civil concelhia o elevou a dirigente nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses. “O meu currículo, pessoal e profissional, é o que é. Assumo a inteira responsabilidade das competências que me foram delegadas e respondo por ela”, termina José Mendes.O comandante dos Bombeiros Municipais de Tomar não quer entrar em guerras partidárias. Em declarações ao nosso jornal apenas afirma: “A única coisa que posso dizer é que não tenho razões de queixa da protecção civil”.Margarida Cabeleira

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