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Locomotiva sai do largo da estação no domingo

Chegou há19 anos sobre carris e é retirada com recurso a uma grua

A locomotiva a vapor 135 que se encontra há 19 anos no jardim em frente à estação de caminho de ferro do Entroncamento vai ser retirada do local, domingo de manhã, para ser entregue ao Museu Nacional Ferroviário.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
No domingo de manhã, no Entroncamento, a partir das oito horas, as atenções vão centrar-se no jardim em frente à estação de caminhos de ferro de onde vai ser retirada a velha locomotiva a vapor 135 e a carruagem que tem albergado o posto de turismo.Há 19 anos, em 1986, dezenas de pessoas concentraram-se no mesmo local para ver chegar a locomotiva que seria colocada num pedestal em cimento revestido a azulejos. Uma forma de homenagear o caminho de ferro e os trabalhadores ferroviários. Agora a velha máquina é retirada para passar a fazer parte do espólio do Museu Nacional Ferroviário, com sede na cidade, onde ficará protegida da corrosão provocada pela exposição ao ar livre.O executivo municipal acedeu, por unanimidade, ao pedido feito pelos responsáveis do Museu para que a locomotiva e a carruagem que se encontram na praça da República, vulgarmente designada por largo da estação, fossem retirados do local. A oportunidade surgiu agora numa altura em que decorrem obras de requalificação do espaço. Mas o local não ficará vazio. Os autarcas decidiram lançar um concurso de ideias para a execução de um monumento ao trabalhador ferroviário e até o mesmo estar pronto essa decisão será recordada através de um placard.Em 1986, a locomotiva 135 chegou à praça vinda das instalações da CP rolando em cima de carris, colocados provisoriamente nas ruas por onde passou. No domingo, tanto ela como a carruagem do posto de turismo serão elevadas por uma grua e transportadas para a zona do Museu Nacional Ferroviário numa zorra (veículo de transporte de objectos pesados).A única discordância no executivo municipal do Entroncamento relativamente à entrega do material ao Museu prendeu-se com a base revestida a azulejos onde a locomotiva a vapor está assente. Henrique Leal do BE foi quem primeiro defendeu a preservação dos azulejos. Consultada a autora dos mesmos, Ana Paula Gomes Lopes, e apesar de ela ter confessado não se importar com a sua eventual destruição – por já não se rever naquele trabalho artístico – o executivo decidiu encomendar-lhe uma réplica para colocar num outro local. Apesar de concordar com a solução, o vereador defendeu a manutenção da base do monumento no jardim até à colocação do monumento ao ferroviário, o que não foi aceite.O presidente da Câmara do Entroncamento, Jaime Ramos, em declarações a O MIRANTE, reconheceu que a retirada da locomotiva vai ser sentida pela população que já se habi-tuara a vê-la como um ex-libris da cidade mas reconhece que tratando-se de uma peça museológica de grande valor não fazia sentido mantê-la no local. “O Museu solicitou-nos a retirada daquele material para que o mesmo fosse preservado. O executivo compreendeu a si-tuação e tomou a decisão mais correcta”.Sobre o concurso para o monumento ao ferroviário, o autarca fez questão de salientar que a câmara vai envolver no mesmo todos os órgãos autárquicos do concelho bem como os sindicatos que representam trabalhadores ferroviários.

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