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Solidariedade contra o cancro

Escola Profissional de Coruche promove jantar para angariação de fundos

“Um Dia pela Vida” juntou em Coruche duas centenas de pessoas com objectivo de angariar fundos para um rastreio ao cancro a nível nacional.

Edição de 23.02.2005 | Sociedade
Joana Machacaz, de Salvaterra de Magos, tem 12 anos de idade. Aos cinco foi-lhe detectada uma leucemia rara. Fez três anos de tratamento no Instituto Português de Oncologia (IPO), mas agora só lá vai quatro vezes por ano. A certa altura da sua vida, os médicos ainda colocaram a hipótese de se fazer um transplante de medula, “mas felizmente tal não foi necessário”, explicou Maria do Castelo, mãe de Joana. A jovem sempre conseguiu conciliar os tratamentos com a escola. No início, chegou a ter uma professora particular que ia a sua casa ensinar-lhe as matérias. E a ideia foi positiva, pois Joana acabou por fazer o primeiro ano sem problema. Daí para a frente foi só estudar. Nunca chumbou. E hoje já está no 7º ano. Quando lhe perguntámos se gostava mais das letras ou dos números, Joana não hesitou em dizer que as línguas são a sua preferência. Esta foi apenas uma das histórias contadas no jantar convívio, realizado na sexta-feira, num restaurante em Coruche. A iniciativa, intitulada “Um Dia pela Vida”, foi organizada pela Escola Profissional de Coruche (EPC), e teve como objectivo a angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. “A verba aqui conseguida, cerca de mil euros, vai servir para se fazer rastreio a nível nacional”, explicou a professora Isabel Fidalgo. A coordenadora pedagógica da EPC referiu também que esta foi uma experiência piloto que se vai alargar ao resto do país. “Este tipo de solidariedade é muito necessária”, adiantou o director pedagógico da escola. Rogério Mesquita disse que o papel da escola é também desenvolver actividades desta natureza. Considera que “esta primeira edição foi um sucesso”. Cerca de 200 pessoas responderam à chamada. E muitas, embora não tivessem aparecido, fizeram questão de enviar um donativo.Força e determinação foram as palavras mais ouvidas por pessoas que já viveram com cancro e outras que continuam a lutar contra a doença. Vieram de várias partes do distrito. E muitas não tiveram qualquer receio de falar do assunto. De Samora Correia apareceu Júlio Pereira. Com 66 anos de idade, conta que há dois anos lhe retiraram 28 centímetros de intestino. O tumor foi-lhe detectado em exames de rotina. Diz que hoje é uma pessoa que faz a sua vida normal. Paulo Moreira, dos Foros de Salvaterra, foi outra das pessoas que não hesitou em falar da sua situação. Há dois anos, foi-lhe também detectado um tumor no intestino delgado. Fez tratamento, e hoje faz a sua vida normal. Para tranquilizar as pessoas que passam por esta situação, diz que há “cada vez mais casos de cancro, mas a medicina está muito evoluída”. “Cada caso é um caso, por isso haja garra e força de viver”, adianta.Mário Gonçalves

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