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Ensino artístico sem apoios

Projectos do Conservatório da Golegã dependentes do financiamento do Estado
Edição de 02.03.2005 | Cultura e Lazer
Transformar a Golegã na “Viena do Ribatejo” é a grande aposta do director do Conservatório Regional de Música da Golegã, José Soares. O maior problema é o indeferimento de apoio financeiro por parte do Ministério da Educação, através da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) e do Vale do Tejo.O projecto “Golegã – a Viena do Ribatejo” passa por uma série colóquios com o objectivo de discutir a política cultural. Denominam-se “Reflexões sobre a política cultural – às sextas” e irão decorrer a partir de 29 de Abril no Equuspolis, na Golegã. A apresentação pública do projecto está agendada para 15 de Abril.Além destas reflexões, o programa inclui concertos para bebés dos 3 meses aos 3 anos, “Clínica dos sons”, e sessões de poesia – “A poesia servida ao jantar” – realizadas em vários restaurantes da vila.Para os alunos do primeiro ciclo do básico, o plano de actividades para o próximo ano lectivo prevê a junção do curso básico de ensino artístico de música - aulas de educação musical, instrumento e coro – com actividades de tempos livres que incluem matemática, português, inglês e educação para a cidadania.As turmas são constituídas por anos lectivos e orientadas por um corpo docente especializado nas diversas áreas. A mensalidade a pagar por cada aluno é de 45 euros. No entanto, o projecto de poder oferecer o ensino artístico a todas as crianças da Golegã continua sem poder ser concretizado devido à recusa do Ministério da Educação em financiar o Conservatório. Segundo José Soares, o apoio financeiro foi prometido, mas o último despacho assinado pelo director regional da DREL, José Almeida, datado de 27 de Outubro de 2004, dá por indeferida “a concessão de apoio financeiro” ao conservatório, relativamente aos anos de 2001 a 2004 e aos alunos provenientes do Conservatório Regional de Tomar.A base para o indeferimento é o facto das mensalidades cobradas não fazerem qualquer distinção entre regime supletivo e articulado. José Soares contrapõe dizendo que não há possibilidade de fazer diferenciação de mensalidades enquanto não houver apoio financeiro por parte da DREL. “Se o Ministério que impõe as regras não apoiar o ensino artístico, este continua a ser apenas para os filhos das famílias com posses económicas”, conclui José Soares.

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