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Emoção até final

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União de Santarém venceu Benavente por 3-2 num jogo com uma dúzia de amarelos e três expulsões

O União de Santarém bateu o Benavente por 3-2 e subiu ao quarto lugar da classificação, por troca com o seu adversário. A vitória da equipa da casa é justa mas o jogo ficou marcado por mais uma péssima arbitragem de Filipe Custódio, que mostrou uma dúzia de cartões amarelos e expulsou três elementos do Benavente.

Edição de 02.03.2005 | Desporto
Não se pode dizer que o União de Santarém – Benavente foi um grande jogo mas, pelo menos, foi emocionante até ao final, com a incerteza no resultado a manter-se até ao apito final, apesar de, por duas vezes, a equipa da casa ter estado a vencer por dois golos de diferença.Os escalabitanos entraram melhor no jogo e, logo aos cinco minutos, o guarda-redes do Benavente, Matos, defendeu para canto um remate perigoso de Pedro Silva. A equipa da casa dominou os primeiros minutos e foi com alguma naturalidade que Artur, aos 12 minutos, inaugurou o marcador. O lateral esquerdo do União de Santarém saltou mais alto que todos à entrada da pequena área e desviou de cabeça para o fundo das redes, na sequência de um livre marcado por Mário Nelson.À meia hora de jogo, a defesa do Benavente voltou a falhar na marcação. Pedro Silva foi deixado sozinho e teve tempo para tudo. Dominou a bola, mirou a baliza e desviou do alcance de Matos.O Benavente reagiu e podia ter reduzido a desvantagem aos 38 minutos. Bruno Pedro isolou-se frente a Sérgio mas falhou de forma escandalosa, enviando a bola ao poste, para desespero próprio e dos seus colegas.No último dos três minutos de desconto da primeira parte, a equipa da casa voltou a estar perto do golo. Pimenta isolou-se em velocidade e cruzou rasteiro para o centro da área onde Paulo Ribeiro apareceu um segundo atrasado.A vantagem unionista aceitava-se ao intervalo, embora os visitantes estivessem muito perto de ter marcado um golo. No segundo tempo, quando se esperava que a equipa da casa fosse gerindo a vantagem, o Benavente, que nunca virou as costas à luta, reduziu aos dez minutos.A defesa do União de Santarém teve uma falha colectiva, a bola cruzou toda a área sem que ninguém a afastasse da zona perigosa e o veterano Jorge Ribeiro foi o único a parecer interessar-se pelo esférico. Apareceu desmarcado ao segundo poste e só teve de encostar o pé.Para desespero dos locais, o Benavente esteve perto do empate logo na jogada seguinte. Bruno Daniel apareceu isolado à entrada da pequena área e, com espaço, rematou precipitadamente por cima da barra.Sentindo que a sua equipa estava próxima do empate, Alberto Varandas reforçou a frente de ataque, colocando Benjamim no lugar de Padinha. Pouco depois, após a expulsão de Jorge Ribeiro, que viu segundo amarelo, fez entrar Tocha e Rui para os lugares de Santinho e Gaiato, pressionando ainda mais o último reduto adversário.Mas a equipa da casa voltou a “acordar” e reassumiu o controlo da partida. O jogo passou a disputar-se mais a meio campo sem grandes oportunidades junto a nenhuma das balizas.Até que, a cinco minutos do final do tempo regulamentar, Mário Nelson cobrou um livre sobre a linha lateral da pequena área, a bola foi parar à zona onde estava o guarda-redes do Benavente que defendeu a deixou passar debaixo do corpo. Um frango monumental de Matos, daqueles que acontecem uma ou duas vezes na vida de um bom guarda-redes, como é o caso do número 1 do Benavente.Mas o jogo ainda não estava acabado. No final do primeiro de seis minutos de desconto de tempo, o Benavente voltou a reduzir, desta vez num livre directo em posição quase frontal à baliza do União de Santarém. Mesmo com um jogador a menos, o Benavente ainda tentou o empate mas o resultado não se voltaria a alterar.A vitória do União de Santarém é justa, pois foi a equipa mais regular ao longo dos 90 minutos, apesar de, em termos de oportunidades de golo as coisas terem ficado equilibradas. Foi mais eficaz a equipa da casa e por isso ficou com os três pontos. Destaque-se no entanto a capacidade de luta do Benavente, que não virou as costas à luta mesmo com um jogador a menos durante quase meia hora.Do árbitro, a única coisa a dizer é que se existisse um Oscar para a pior arbitragem do ano, Filipe Custódio era um sério candidato a ganhar a estatueta, tantos foram os erros técnicos e sobretudo disciplinares que cometeu ao longo dos 90 minutos. O Benavente queixou-se mais do árbitro, mas, do mal o menos, os erros repartiram-se a favor e contra das duas equipas.
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