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Oposição contra despesas supérfluas

Oposição contra despesas supérfluas

Alteração ao orçamento da Câmara de Santarém voltou para trás perante o chumbo anunciado

O reforço da verba para publicidade em 100 mil euros e a contratação de mais dois técnicos para o gabinete de imprensa são algumas das medidas previstas na proposta de alteração ao orçamento da Câmara de Santarém que a oposição contesta.

Edição de 02.03.2005 | Política
O presidente da Câmara de Santarém, Rui Barreiro (PS), foi forçado a retirar uma proposta de alteração ao orçamento da autarquia, apresentada na reunião do executivo de segunda-feira, por ter chumbo garantido por parte dos vereadores da oposição – 3 do PSD e 2 da CDU.O autarca socialista ficou de dar mais esclarecimentos aos dois vereadores da CDU até à reunião da próxima segunda-feira – já que o PSD anunciou desde logo que votaria contra -, mas se não houver alterações à proposta não é de crer que consiga mudar o sentido de voto desfavorável dos comunistas.Até porque em causa não estão só questões técnicas e contabilísticas, algumas delas devidamente esclarecidas logo nessa reunião, mas também de orientação política. O verea-dor da CDU José Marcelino, que pediu explicações para as alterações no orçamento de dezenas de rubricas, deixou-o claro quando disse não compreender qual a necessidade de um reforço de 100 mil euros na verba para a Divisão de Cultura gastar em publicidade, que já estava dotada com 168 mil euros.Tal como referiu não entender a necessidade de contratação de mais dois técnicos para o Gabinete de Imprensa e de Relações Públicas do município, que vai obrigar ao reforço dessa estrutura em mais 10 mil euros, ficando dotada com 20.800 euros. Dois casos, entre outros, que aumentam as despesas correntes do município e que levaram os vereadores da CDU a recordarem o alerta deixado há dois meses aquando da viabilização, através da abstenção, do orçamento para 2005: todas as alterações que contribuíssem para o aumento das despesas correntes da autarquia e que não fossem devidamente fundamentadas contariam com o voto contra da CDU. Sublinhando que o actual orçamento está em vigor há apenas dois meses, José Marcelino contestou a falta de rigor na sua elaboração e afirmou não compreender como é que as verbas de determinadas rubricas não estavam já previstas. “O orçamento foi mal feito, obviamente”, observou.Uma posição corroborada pelo vereador do PSD José Andrade, que depois de afirmar que a proposta de alteração ao orçamento denota “falta de rigor e de previsão” acusou a maioria socialista de querer aumentar substancialmente as despesas correntes. “Perante a situação financeira actual da Câmara de Santarém é um erro gravíssimo de gestão”, declarou.Perante os dados disponíveis, o vereador do PSD foi taxativo quanto à posição do seu partido: “As justificações que vierem a ser dadas não vão alterar o nosso juízo perante esta alteração, que é de uma grande falta de rigor e revela uma forma inaceitável de gerir a câmara”.Colocado perante as críticas e face às dúvidas manifestadas, Rui Barreiro considerou que poderia haver questões a necessitar de mais esclarecimentos, adiando a votação da proposta para a reunião seguinte.
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