uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Parque de estacionamento na ordem do dia

Assembleia Municipal de Tomar quis detalhes sobre diferendo que opõe câmara a concessionária
Edição de 02.03.2005 | Política
A sessão da Assembleia Municipal de Tomar realizada na sexta-feira, 25 de Fevereiro, foi dominada por um assunto não agendado na ordem de trabalhos – o parque de estacionamento situado atrás dos Paços do Concelho. As bancadas do PS e da CDU questionaram o executivo municipal sobre a não abertura do espaço e exigiram uma resposta do presidente da câmara relativamente ao que está em causa - as perspectivas de resolução do diferendo e que alternativas têm os automobilistas que diariamente circulam na zona histórica da cidade.O líder da bancada socialista entregou mesmo um requerimento à mesa da assembleia solicitando que lhe fosse entregue uma cópia do contrato celebrado, bem como de todos os seus anexos, de todas as peças processuais do processo judicial em curso e respectivos documentos.Além disso Manso Marques quer também ter em sua posse todos os pareceres, os jurídicos e os emitidos pelos serviços municipais, que incidiram sobre o assunto em questão.À semelhança do que já tinha feito em anteriores assembleias, o deputado municipal referiu que a bancada do seu partido estava disponível para dar apoio ao executivo municipal na questão do parque de estacionamento. Porque, como disse, “está em causa o interesse dos munícipes”.Apesar da insistência sobre o tema, o presidente da câmara não abriu o jogo relativamente ao teor dos diferendos que opõem a autarquia à empresa concessionária. Mas prometeu entregar a Manso Marques toda a documentação disponível sobre o assunto.O líder da bancada socialista questionou ainda António Paiva sobre a possibilidade de a câmara vir a constituir uma sociedade de reabilitação urbana que, em sua opinião, poderia trazer algumas vantagens para o município, já que há apoios comunitários para este tipo de empresas.O presidente também concorda que tal constituição pode ser vantajosa, adiantando que a autarquia deverá avançar com o projecto, pegando nos exemplos das já existentes, em Lisboa, Vila Nova de Gaia e Covilhã.Com a retirada do primeiro ponto da ordem de trabalhos – a nomeação de juizes sociais – os restantes quatro acabaram por ser resolvidos em pouco mais de meia-hora, uma situação inédita em assembleias do município. O único ponto que, apesar de aprovado, levou o “chumbo” de socialistas e comunistas foi o que diz respeito à taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 2006. A oposição não concordou com os 0,8 por cento de imposto aprovado pelo executivo.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...