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Abençoadas casas novas

Abençoadas casas novas

Quatro famílias carenciadas do Pinheiro Grande já vivem em condições condignas

Quatro famílias carenciadas do Pinheiro Grande receberam no sábado casas novas, graças a uma onda de solidariedade que envolveu autarquias, instituições públicas e privadas, e muitas empresas do concelho e de outros pontos do país.

Edição de 02.03.2005 | Sociedade
“As minhas preces foram ouvidas e finalmente tenho uma casa em condições para os meus filhos”, dizia com lágrimas nos olhos Maria Margarida Aparício, enquanto abria a porta da sua casa nova. A chave tinha-lhe sido entregue momentos antes pelo presidente da Junta de Freguesia do Pinheiro Grande, Artur Jacinto. Tratava-se da primeira de quatro casas novas que foram entregues na manhã de sábado a famílias carenciadas do Pinheiro Grande, concelho da Chamusca.Maria Margarida Aparício, o marido e cinco filhos, um dos quais deficiente motor, viviam em condições sob humanas, num casebre, situado num buraco isolado, sem quaisquer condições. Por isso a sua emoção era tal que sentia dificuldades em falar. “Terminou o calvário de ter que subir todas aquelas escadas com o meu filho às costas, para ele ir à escola. E não tenho que andar a tapar as camas com plásticos quando chove”. Ao longo de vários anos, Maria Margarida e o marido lutaram com a vida e tentaram por todos os meios conseguir uma casa com condições. Como o ordenado de Mário Aparício mal chega para a alimentação dos seus filhos, bateram a muitas portas, chegaram a colocar a sua pobreza a nu na televisão. Finalmente a solidariedade fez o milagre e a família Aparício tem uma casa nova. “Benditos sejam todos, não tenho palavras para descrever a minha alegria, agora só as melhoras do meu filho podem igualar esta minha satisfação”, dizia emocionada Maria Margarida.A construção e entrega desta e de outras três casas, todas elas para famílias muito carenciadas e a viverem em condições quase inexplicáveis, só foi possível “porque houve uma grande cadeia de solidariedade que não podemos deixar desmobilizar, porque ainda temos pelo menos catorze situações idênticas inventariadas no concelho”, referiu o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU).As quatro casas, que vão albergar mais de duas dezenas de pessoas de quatro famílias, foram construídas graças a uma grande cadeia de solidariedade, onde a autarquia teve um papel preponderante, com um financiamento de mais de 100 mil euros. Mas foram muitas as instituições e empresas do concelho e de vários pontos do país que estiveram na primeira linha, com a oferta de materiais, mão-de-obra, projectos e algum dinheiro.“Foi uma experiência de que me não vou esquecer enquanto viver”, garantiu o presidente da junta, Artur Jacinto, ao agradecer a todos quanto contribuíram para que este dia fosse de festa para aquelas quatro famílias, que até agora têm tido muito poucos motivos para festejar. “Não me vou recandidatar à presidência da junta, mas até Outubro vou continuar a lutar em conjunto com todas estas boas vontades para melhorar a vida de mais algumas pessoas que ainda vivem em condições muito más”, garantiu.Para além da família Aparício, António Luís Duarte, que vivia com três filhos num cubículo sem o mínimo de condições, fica agora instalado com a família num T2. António Santos Mendes, que com a mulher e os filhos viviam num casebre que nem luz eléctrica tinha, recebeu um T3, porque a família é numerosa. E António Carriço, que com dois filhos, um deles deficiente, e a esposa, moravam num tugúrio que já não tem explicação nos dias de hoje, recebeu também um T3.
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