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Ecopontos pouco higiénicos

Falta de desinfecção dos contentores da recolha selectiva

A desinfecção dos contentores destinados à recolha selectiva de papel, embalagens e vidro para reciclagem não é feita com a periodicidade necessária. Os sistemas de tratamento e valorização de resíduos da região prometem aumentar as intervenções de limpeza.

Edição de 02.03.2005 | Sociedade
Os ecopontos destinados à recolha selectiva de resíduos para reciclagem, na região, enfermam da falta de desinfecção. Alguns municípios já manifestaram o descontentamento pelo mau aspecto dos contentores. É também por isso que o sistema da Amartejo, em Abrantes, decidiu dar uma volta na gestão dos resíduos e está em vias de se juntar ao sistema do norte alentejano Valnor. Na última reunião da Assembleia Municipal de Alpiarça, a presidente da mesa alertou para a necessidade de se fazer, “pelo menos”, a higienização mínima dos receptores de papel, vidro e embalagens. Vera Noronha sugeriu à câmara municipal que faça pressão nesse sentido junto da Resiurb, associação de municípios que é dona do aterro sanitário da Raposa (Almeirim). Para além de Alpiarça, onde os ecopontos estão “nojentos”, segundo classificação do deputado municipal do PS, Paulo Espírito Santo, há outros municípios descontentes. O de Benavente já fez chegar uma reclamação formal à Resiurb, que integra ainda os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Coruche e Salvaterra de Magos. O administrador delegado da Resiurb, Raul Figueiredo, admite que os cerca de 400 ecopontos do sistema não têm tido higienização suficiente. Explicando que essas tarefas de limpeza competem à empresa exploradora do aterro sanitário, aquele administrador ressalva que o assunto tem sido abordado nas últimas assembleias-gerais e está-se a trabalhar para tentar resolver o problema. Raul Figueiredo confirma que todas as autarquias têm razões de queixa, até porque em média a lavagem dos contentores com uma máquina própria, de alta pressão, é de uma vez por ano. Apesar de considerar que estes recipientes não são tão conspurcados como os do lixo doméstico, o administrador da Resiurb reconhece que o aspecto também conta. Como um ecoponto sujo também é uma questão de saúde pública, garante que vai ser definido um método de modo a que a desinfecção seja feita sempre que necessário. É com esse objectivo que o sistema da Amartejo (Abrantes) prepara uma fusão com o congénere do norte alentejano, o Valnor, em Alter do Chão (ver caixa).Segundo o presidente da Amartejo e presidente da Câmara de Mação, Saldanha Rocha, esta operação visa conseguir aproveitar a capacidade de intervenção da Valnor, que classificou como tendo um sistema profissional. “Eles têm, para além de outras coisas, um método e equipamentos para fazer a lavagem dos ecopontos”, sublinha. Saldanha Rocha adverte que os contentores algumas vezes não tinham pior aspecto porque as autarquias de vez em quando os lavavam. E recorda que a Câmara de Gavião, que faz parte da Amartejo, já se tinha visto obrigada a contratar os serviços da Valnor para poder ter os recipientes da recolha selectiva higiénicos. Mas no geral “os ecopontos têm um aspecto pouco higiénico”, reforça o presidente da Amartejo que integra três municípios do norte do distrito - Abrantes, Mação e Sardoal - e ainda os de Vila do Rei (distrito de Castelo Branco) e Gavião (Portalegre). Os ecopontos do sistema do Médio Tejo, do qual faz parte também Santarém, não são dos piores. Talvez porque a sua cor castanha camufle mais a sujidade. Segundo o vice-presidente da direcção da Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo – Resitejo, Sérgio Carrinho, os contentores têm sido lavados regularmente. Sérgio Carrinho que também é presidente da Câmara da Chamusca, onde se situa o aterro desta associação que agrega 11 municípios, considera que a desinfecção dos contentores não é um problema, mas um pormenor. No entanto, revelou, neste momento existe a possibilidade de concessionar a uma empresa a desinfecção dos recipientes. Da Resitejo fazem parte Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Golegã, Ferreira do Zêzere, Santarém, Tomar, Torres Novas e Barquinha.

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