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Hospital de Tomar pode receber doentes de Lisboa

Hospital de Tomar pode receber doentes de Lisboa

Devido ao surto de gripe que entupiu urgências e internamentos

Quinze camas do Hospital de Tomar poderão ser destinadas a doentes da zona de Lisboa, onde o surto de gripe esgotou a capacidade de internamento das unidades de saúde.

Edição de 02.03.2005 | Sociedade
O Hospital de Tomar, uma das unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), pode vir a disponibilizar 15 camas para receber doentes enviados do hospital Amadora-Sintra ou de outras unidades de saúde de Lisboa, devido ao surto de gripe que, na zona da capital, tem obrigado ao internamento de um elevado número de utentes.Joaquim Esperancinha, presidente do conselho de administração do CHMT, disse O MIRANTE que o hospital de Tomar pode disponibilizar as camas da unidade de psiquiatria, que ainda não abriu por falta de médicos.“Disponibilizamos as camas, pessoal auxiliar e de enfermagem, mas médicos não”, esclarece Joaquim Esperancinha, adiantando que também o CHMT tem registado um elevado número de internamentos. “Por enquanto a situação está controlada, mas já tivemos de recorrer ao hospital do Entroncamento, ao abrigo do protocolo assinado com a Santa Casa da Misericórdia daquela cidade, no âmbito do programa da rede de cuidados continuados”.É normal no Inverno haver surtos de gripe, mas este ano o problema tem sido mais grave. No CHMT, as enfermarias de medicina interna e pneumologia estão cheias e houve que arranjar novos espaços para internar mais doentes. Nos hospitais de Lisboa o adiamento de cirurgias menos urgentes vai continuar por mais algum tempo, enquanto continuar a necessidade de internar um elevado número de doentes, admitiu a presidente da autoridade de saúde da região.“A situação continua a ser de grande pressão sobre os serviços, nomeadamente nos internamentos” e “as cirurgias menos urgentes vão continuar a ser adiadas nesta fase”, afirmou Ana Borja Santos à agência Lusa.A presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) reuniu-se na passada semana com seis hospitais - Garcia de Orta (Almada), S. Francisco Xavier, Egas Moniz, Amadora-Sintra, Santa Maria e Centro Hospitalar de Lisboa -, para definir estratégias que permitam ultrapassar a elevada ocupação de camas nas unidades de saúde.Do encontro resultou o “reforço de uma melhor articulação entre os hospitais” e o reactivar de um grupo de trabalho que havia sido constituído na ARSLVT para lidar com esta situação, pormenorizou Ana Borja Santos.Foi nessa reunião que surgiu igualmente a possibilidade de recorrer a mais 15 camas no hospital de Tomar, que integra o Centro Hospitalar do Médio Tejo, que se vem juntar às 29 camas já abertas na unidade do Montijo e duas enfermarias disponibilizadas pelo hospital de Santiago do Cacém.Os internados são maioritariamente pessoas com “mais de 65 anos, com patologias complexas e que requerem mais tempo de internamento, o que aumenta a demora média e diminui a rotação de camas”, explicitou Ana Borja Santos, acrescentando que “todos os hospitais da região estão bastante saturados”.A presidente da ARSLVT adiantou que os encontros com os hospitais vão continuar a um ritmo semanal, para se efectuaram pontos de situação.O MIRANTE/Lusa
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