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“A Carta do Ópio” estreou no fim de semana

Segunda produção cinematográfica do Cine-Clube de Torres Novas

Três actrizes e um realizador estrearam-se no cinema na segunda produção do Cine-Clube de Torres Novas. “A Carta do Ópio” dura pouco mais de 12 minutos e custou 500 euros.

Edição de 09.03.2005 | Cultura e Lazer
Teresa, Mariana e Claúdia são as protagonistas da curta-metragem que estreou no fim de semana em Torres Novas, depois de quase um ano de preparação. “A Carta do Ópio”, realizada por Pedro Duarte e produzida pelo Cine-Clube de Torres Novas, tem apenas 12 minutos e vale a pena ser vista.À excepção de Cláudia Teixeira, nenhum dos actores alguma vez tinha feito cinema ou sequer um curto sketch para um anúncio televisivo. A vontade de experimentar e de ver por dentro como se faz um filme levou-os a responder a um anúncio para actores.Teresa Estevão, de Almeirim, viu o anúncio em O MIRANTE e candidatou-se. Tem 37 anos, é escriturária em Santarém, cidade onde também estuda contabilidade, e desde pequena que queria fazer cinema ou teatro. “É um sonho de menina, mas a família e os amigos não apoiavam e o tempo foi passando. Desta vez resolvi concorrer. Vim ao casting e fiquei”.Teresa é a mãe em “A Carta do Ópio”. Tem duas curtas intervenções, mas foram suficientes para por um lado concretizar o sonho, por outro ter a certeza de que era mesmo um gosto.“Foi óptimo e foi muito engraçado trabalhar com diferentes níveis etários. Como era a mais velha não sabiam se me deviam tratar por tu ou na terceira pessoa. Durante as filmagens optaram pelo tu, mas agora voltaram a tratar-me das duas maneiras”, conta.Depois de “A Carta do Ópio”, Teresa Estevão já participou num mini-curso de teatro leccionado por Vicente Batalha, em Santarém, e está pronta a encetar novas experiências, “assim surjam oportunidades”.Bri-Bri, a jovem opiómana que acaba por se suicidar no seu quarto, é encarnada por Mariana Castro. Uma jovem de Torres Novas, estudante do 12.º ano da Escola Maria Lamas, que quer seguir fotografia.Gostou de fazer o filme, não foi difícil “porque quando se está porque se quer, as coisas não são difíceis”, mas para já não tenciona repetir novas experiências. Cláudia Teixeira, também de Torres Novas mas residente em Lisboa, é a única não estreante desta película. Entre outros trabalhos foi protagonista do filme de João César Monteiro “A Comédia de Deus”. Tal como a maioria dos actores, também o realizador Pedro Duarte, natural de Torres Novas, nunca tinha feito cinema. É actor de teatro, trabalha em Lisboa e a sua actividade profissional impediu-o de estar presente na estreia da película. Margarida Trincão

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