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Facturação da DrinkIn subiu graças à exportação

Facturação da DrinkIn subiu graças à exportação

Quota de mercado nacional ficou aquém das expectativas em 2004
Edição de 09.03.2005 | Economia
A DrinkIn, empresa do grupo Cintra sedeada em Santarém, aumentou a sua facturação em 33 por cento, para 18 milhões de euros no ano passado, apesar da actividade ter sido afectada pelo processo da NovaBase.Em declarações à agência Lusa, o administrador da empresa, Arnaldo Rocha, explicou que as vendas cresceram face aos 13,5 milhões de euros de 2003, sendo cerca de metade correspondente a exportações.No entanto, o exercício poderia ter sido melhor se “a imagem da DrinkIn não tivesse deteriorada junto de alguns clientes” pelo processo em que a Novabase requereu ao tribunal a falência da empresa de bebidas de Sousa Cintra.A Novabase requereu a falência da DrinkIn alegando a existência de dívidas de 270 mil euros relativas à instalação de um sistema de informação pela empresa de tecnologias na fábrica de bebidas de Santarém.O Tribunal de Santarém arquivou o processo por estar convicto que a DrinkIn não se encontra impossibilitada de cumprir pontualmente as suas obrigações para com os credores.O administrador da empresa defende que a NovaBase “não concluiu o trabalho e o que fez não ficou bem feito” por isso a DrinkIn quer ser ressarcida das perdas.Aliás, a Novabase terá de “responder pelas perdas registadas [na DrinkIn] nas devidas instâncias”, frisou o responsável.Os problemas enfrentados não permitiram obter a quota de mercado ambicionada de cinco por cento, no ano passado, e, segundo os dados da empresa, terá ficado nos 2,5 por cento.Também os projectos de marketing foram alterados e a campanha prevista para o ano passado foi suspensa, podendo, no entanto, avançar antes do Verão para relançar a marca Cintra.Aliás, antes do Verão está previsto o lançamento de um produto inovador na área da cerveja, mais uma forma de concretizar a aposta no mercado interno, onde a DrinkIn espera crescer em 2005.Apesar dos efeitos negativos do processo Novabase, as vendas da empresa aumentaram, principalmente devido à aposta no mercado externo, conforme explicou Arnaldo Rocha.No ano passado, a fábrica de Santarém produziu 300 mil hectolitros de cerveja, bebida que ocupa o primeiro lugar, seguida da água, o que representa um crescimento de 40 por cento face a 2003.As exportações, nomeadamente para Austrália, França, Inglaterra, EUA e Angola, representaram metade da facturação obtida, ou seja, nove milhões de euros.O mercado angolano foi o destino de mais de 90 por cento das exportações e o administrador da DrinkIn refere que as vendas continuam a subir, dando o exemplo de Janeiro.No primeiro mês do ano, saíram de Portugal 220 contentores, ou mais de dois milhões de litros de cerveja, para Angola, país em que a empresa espera crescer este ano.Já no mercado nacional, a cerveja Cintra está em todo o país através de distribuidores ou com distribuição directa, o que acontece nas regiões de Lisboa, Santarém, Setúbal e Porto.Arnaldo Rocha salienta também a reacção positiva à cerveja Mulata, cujas “características agradaram aos consumidores”, criando uma “diferenciação face aos concorrentes”.Nas águas, outra área em que a DrinkIn opera, juntamente com os vinhos, foi feito um investimento de cerca de 600 mil euros na remodelação do Alardo. Esta marca de água vai passar a ser distribuída em embalagens pet, com novo rótulo, ainda durante o primeiro semestre.Quanto à água Fonte Nova, que “tem tido algum êxito”, também foi objecto de investimento, de 150 mil euros.Lusa
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