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Socialista e benfiquista ferrenho

Socialista e benfiquista ferrenho

José Maria Rebelo Ferreira (PS), presidente da Junta de Freguesia de Concavada
Edição de 09.03.2005 | O poder local aqui tão perto
A Concavada sempre foi uma terra socialista e o actual presidente da junta, José Maria Ferreira, não foge à regra. Tem 44 anos, nasceu e cresceu na aldeia, e desempenha funções de autarca há quase 20 anos, primeiro como vogal da assembleia de freguesia, depois como tesoureiro da junta e no actual mandato como presidente. É filiado do PS ainda antes de integrar as listas eleitorais e está disponível para novo mandato.Participou activamente na criação da sua freguesia. Conta que andou de porta em porta a recolher assinaturas e, apesar da esmagadora maioria da população estar de acordo, havia sempre quem discordasse.“Na Ribeira do Fernando havia quem quisesse continuar a pertencer a Alvega. Acontece sempre mas a maioria estava de acordo. Penso que foi uma boa opção”, confessa.Para além de autarca, José Ferreira foi durante duas décadas dirigente da associação desportiva local, deixou o cargo quando foi eleito presidente da junta, mas continua ligado à colectividade, embora já não jogue futebol nem nas equipas de veteranos.“Joguei muitos anos na Concavada, mas tive um problema no joelho e acabou-se”. É benfiquista e o futebol foi sempre “uma paixão”. Mas a maior paixão é o neto de dois anos. O presidente da Concavada casou com pouco mais de 18 anos, o filho com 24 anos também não se guardou para velho para deixar descendência e José Ferreira foi avô com quarenta e dois anos.A família, a junta, a associa-ção e a sua vida profissional – trabalha na empresa de ambiente do Grupo Lena – levam todo o seu tempo, mas faz todos os esforços para não perder um jogo de futebol do Benfica na televisão. “Já fui ao estádio da Luz, com o meu filho. Gostava de ir mais vezes, mas é muito caro”. O pouco tempo em que não viveu na Concavada foi para cumprir o serviço militar na Trafaria: “Queriam que lá ficasse mas eu não quis. Hoje estou arrependido porque pelo menos tinha a reforma por inteiro”, diz.José Ferreira nasceu numa das quintas da freguesia onde o pai era feitor e lá viveu os primeiros anos de vida. Dantes a actividade agrícola era predominante, grandes olivais, montes de sobro cuidados, terras de regadio semeadas de primores e cereais.“O primeiro dinheiro que ganhei, era pequenito foi a espantar pardais com um latão nos arrozais do Vale. Ganhava cinco escudos. Havia de tudo aqui, hoje já não há um lagar a funcio-nar”, diz A floresta, outra das riquezas da zona, está longe de ser cuidada. Nos fogos de 2003 a Concavada esteve rodeada de chamas e foi a população que as dominou. “Estive três dias e três noites sem ir à cama. Não tivemos nenhuma corporação de bombeiros na freguesia, foi a população que apagou o fogo”. Uma recordação muito presente pela forma como fala.O gosto por melhorar as condições de vida da sua freguesia está na massa do sangue. “Há gente que não gosta de mim, mas tento fazer o melhor”. O jardim de António Botto é a menina dos seus olhos e não suporta muito bem a ideia da paróquia não cuidar da igreja. “A junta ajuda, mas deve ser a paróquia a cuidar do edifício que já por si é pouco bonito. Se a Concavada pertence à paróquia de Alvega e Casa Branca e há dinheiro para as igrejas dessas terras também deve haver para aqui”.
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