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Barreiro teve de mudar de ideias

PS recua no aumento das verbas para publicidade para garantir alteração orçamental

A maioria socialista na Câmara de Santarém cedeu à oposição e retirou da proposta de alteração ao orçamento um reforço de cem mil euros para publicidade. Afinal a verba não era assim tão necessária.

Edição de 09.03.2005 | Política
O presidente da Câmara de Santarém recuou nos seus propósitos de reforçar a verba para publicidade do Departamento de Assuntos Culturais e Sociais da autarquia em mais 100 mil euros. Essa foi uma das cedências que Rui Barreiro teve de fazer para que a primeira alteração ao orçamento do município passasse no executivo, graças à abstenção da CDU.Os documentos já tinham sido apresentados na anterior reunião do executivo, mas, perante a iminência de chumbo por parte da oposição, os socialistas retiraram-nos e deram-lhes alguns retoques. Desta vez, os dois vereadores da CDU explicaram o seu sentido de voto com o facto de não quererem inviabilizar “obras importantes para o concelho”. E também por se ter reduzido o aumento previsto das despesas correntes de 800 mil para 600 mil euros. “Entre esta nova versão e a da semana passada há cerca de 200 mil euros que são eliminados em despesas correntes”, disse o vereador da CDU José Marcelino.Com alguma ironia, o autarca não resistiu mesmo a perguntar: “Estes 200 mil euros retirados deixaram de ser necessários ou foi apenas para que esta alteração orçamental pudesse ser aprovada?”.E a verdade é que a abstenção de José Marcelino e Luísa Mesquita foi suficiente, já que os quatros votos favoráveis da maioria socialista chegaram para os três votos contrários do PSD. Mas o presidente da câmara não se livrou de mais um longo rol de críticas e de pedidos de explicações nem sempre correspondidos.Rui Barreiro não explicou, por exemplo, porque é que os tais cem mil euros destinados a publicidade e propaganda deixaram num ápice de ser necessários. O vereador do PSD Ramiro Matos bem insistiu, mas não conseguiu obter qualquer resposta nesse caso concreto.O presidente da câmara preferiu mencionar uma série de obras que viram reforçadas as suas verbas – como o arranjo da Estrada da Saúde, o projecto eléctrico para o campo de futebol da Moçarria ou o saneamento e pavimentação da Rua Aristides Sousa Mendes -, para dizer que “todas as alterações para reforço de verbas são plausíveis e tinham de ser apresentadas nesta altura”.Apesar das obras acenadas, Ramiro Matos não deixou de criticar os 600 mil euros que saem do bolo previsto para investimento direitinhos para reforçar as rubricas de despesas correntes. “O executivo socialista não está a levar a sério a situação financeira da câmara com alterações desta natureza”, considerou.Rui Barreiro voltou a queixar-se da atitude do anterior Governo, ao não apoiar financeiramente alguns projectos da Câmara de Santarém, e das restrições ao crédito e afirmou esperar que este ano as coisas mudem. Acrescentou que as receitas que se prevêem arrecadar com a alienação de património ainda não apareceram, estando na calha a venda de um imóvel em Pernes que carece ainda de autorização da assembleia municipal.

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